Uma perspetiva de futuro para Matosinhos

Uma cidade tem de ser perspetivada nas suas várias valências para que possa evoluir harmoniosamente. Joaquim Jorge, fundador do Matosinhos Independente traça, neste seu artigo, algumas linhas para que Matosinhos seja uma cidade para se viver.

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Joaquim Jorge, biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e Matosinhos Independente
Joaquim Jorge, biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e Matosinhos Independente. Foto: DR

É importante numa cidade ter harmonia e com menores custos: valor do IMI, aplicação do IMI familiar, participação variável no IRS (devolução de parte do IRS cobrado), preço da água e menores taxas municipais.

O urbanismo, a reabilitação urbana e a construção sustentável são questões que exigem reflexão e uma política que se coadune com essa cidade, não esquecendo a sua história, e o seu património do passado.

Outro aspeto importante no planeamento de uma cidade é o trânsito. O trânsito caótico e as longas filas que as cidades enfrentam (agora um pouco menos pela pandemia). A mobilidade dentro de uma cidade é dos maiores bens dos seus habitantes.

É preciso uma boa oferta de transportes públicos e zonas de estacionamento de acesso a esses transportes. Temos que nos libertar da dependência do automóvel.

É necessário que uma cidade responda a um modelo pós-automóvel permanente e centrado nas pessoas.

A criação de uma ”cidade de 15 minutos”, onde as atividades diárias centrais – como trabalho, estudo e compras – podem ser realizadas, com uma curta caminhada ou bicicleta de casa.

O bloqueio do trânsito é dos maiores desafios de uma cidade de futuro e minimizar o impacto que tem nos seus habitantes no dia-a-dia.

Considerar a criação de plataformas digitais participativas para permitir que os residentes comuniquem as suas necessidades, para melhorar a qualidade de vida na cidade – especialmente em bairros desfavorecidos -, entre outras coisas, limitar tendências problemáticas, como aumento da poluição e gentrificação.

A questão da segurança é primordial e é o expoente para atrair famílias. O fomento de uma cidade mais limpa e agradável, com amplas zonas verdes para desportos, as crianças brincarem e serem frequentadas por idosos.

Uma cidade deve ser delineada tendo por base as pessoas e a sua inclusão.

Por fim deve-se olhar para uma cidade pela sua economia, capacidade de criar emprego, captar talento, atrair negócios e promover oportunidades.

Matosinhos precisa de ser repensado como cidade do futuro, o repto com o aumento de população e a mudança climática exige uma mudança de mentalidade na gestão de uma cidade.

As decisões nesse sentido têm de ser tomadas levando em conta a realidade, se querem elas próprias tornar-se realidade.

Nós queremos trabalhar e ter o contributo dos matosinhenses para mudar e melhorar Matosinhos.

Matosinhos Independente, um movimento apoiado pela Plataforma de Candidatura à CM Matosinhos 2021, faz a apresentação pública do programa no dia 22 de abril, quinta-feira, pelas 18h00, no Sea Porto Hotel – Av. Dom Afonso Henriques 354, Matosinhos.

Na apresentação do programa, que é de entrada livre, vão estar presentes, para além de Joaquim Jorge, fundador do Matosinhos Independente, Joaquim Massena, arquitecto e coordenador do programa, Mário Russo, engenheiro e especialista em Ambiente, Liliana Vaz de Carvalho, veterinária e defensora dos animais, Maria Lídia Viterbo, primeira subscritora do movimento e professora de língua portuguesa e Manuel Coelho, empresário e coordenador de proximidade.

Autor: Joaquim Jorge, biólogo, fundador do Clube dos Pensadores e Matosinhos Independente

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