Portugal necessita de sistema de energia sustentável

Agência Internacional de Energia considera que Portugal deve construir um sistema de energia sustentável financeiramente até 2020 e promover uma maior interligação enérgica com a Europa.

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Fatih Birol, Director da AIE e António Costa, Primeiro-Ministro
Foto ©AIE

A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou o novo relatório, Energy Policies of IEA Countries: Portugal 2016 Review, onde conclui que Portugal deve manter os seus esforços para oferecer um sistema de energia sustentável financeiramente. Para a Agência Internacional de Energia, Portugal deve construir ligações de energia mais fortes com a Península Ibérica e a França.

Em comunicado, a Agência Internacional de Energia indica que o Diretor executivo da AIE, Fatih Birol, na apresentação do relatório, incentivou Portugal a manter os esforços para resolver o chamado défice tarifário, causado por desequilíbrios anteriores, entre custos e receitas reguladas do sistema de eletricidade a partir de tarifas reguladas. Fatih Birol abordou com o Primeiro-ministro, António Costa, questões como “as prioridades energéticas, incluindo as interconexões, as energias renováveis ​​e a segurança de gás”.

“Portugal tem feito algumas escolhas difíceis”, referiu Fatih Birol, e acrescentou, “mas para manter a confiança dos investidores, Portugal deve acompanhar de perto os princípios da transparência, previsibilidade e certeza se o país quer continuar a ser atraente para novos investimentos no setor da energia”. A eliminação do défice tarifário até 2020 é um desafio significativo, que o relatório da AIE coloca, mas Portugal deve permanecer no caminho em direção a um sistema energético sustentável financeiramente.

O novo relatório da AIE reconhece que Portugal tem resistido a tempos económicos difíceis desde o relatório anterior publicado em 2010. “O diretor executivo da AIE elogiou o governo por incrementar o desenvolvimento das energias renováveis, nomeadamente a energia eólica, que providencia quase um quarto da eletricidade gerada em 2015”. A AIE também considerou positiva “a atualizada estratégia energética de Portugal, que coloca maior ênfase nas energias renováveis e nas atividades de eficiência energética, mas também se concentra em esforços para reduzir os custos de investimento e fortalecer a competitividade nacional”.

A AIE também pediu a Portugal, indica o comunicado, que junto dos seus parceiros regionais Espanha e França e juntamente com a Comissão Europeia, reforçem as interconexões com redes de eletricidade e de gás natural transnacionais europeias. A primeira nova interligação entre a Península Ibérica e a França em quase três décadas foi inaugurada há pouco mais de um ano, e está a ser planeada mais capacidade. “Depois de décadas de resultados limitados, a AIE fica feliz por ver o movimento na direção certa, mas estes são apenas os primeiros passos”, referiu o Diretor da Agência. “É necessária mais capacidade de interligação para que Portugal mostre o seu valor.”

Portugal continuou a liberalizar os mercados de energia, mas tem havido alguns contratempos, como a decisão de adiar a eliminação das tarifas reguladas até 2017. A luta contra a pobreza energética deve ser uma prioridade, mas o governo deve dar apoio direto, de modo a garantir que isto é eficazmente orientado para os que mais precisam, refere a AIE.

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