
A situação de conflito no Médio Oriente levou e mantém os combustíveis em valores elevados e em consequência outros bens. No caso da atividade agrícola, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) alerta que os combustíveis, a energia e os fertilizantes são indispensáveis à atividade e representam um fator crítico nos custos de produção do setor agroalimentar.
Para a CONFAGRI o desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo verde, anunciado pelo Governo no final de março, é “manifestamente insuficiente para compensar os agricultores pelo aumento acelerado dos custos de produção registado nos últimos meses”.
Num mercado global competitivo a CONFAGRI indica que o risco de abandono da atividade agrícola em Portugal assume preocupação, nomeadamente pela perda de competitividade face a Espanha. Uma situação a que o Governo deve dar prioridade.
Idalino Leão, Presidente da CONFAGRI, defende que o Governo deve adotar, de forma urgente, medidas robustas de apoio ao setor agroalimentar, à semelhança do que já aconteceu em 2022 e 2023, pois “é urgente responder ao aumento dos custos de produção”.
Para Presidente da CONFAGRI a adoção de soluções deve ser tomada no próximo Conselho de Ministros, pois acrescenta: “Não é necessário reinventar a roda: o Governo pode recorrer a medidas já aplicadas no passado e seguir o exemplo do Governo espanhol”.











