Organização Mundial da Saúde alerta que impacto na saúde pelas novas variantes do vírus da COVID-19 é desconhecido

Organização Mundial da Saúde alerta que impacto na saúde pelas novas variantes do vírus da COVID-19 é desconhecido
Organização Mundial da Saúde alerta que impacto na saúde pelas novas variantes do vírus da COVID-19 é desconhecido

O vírus SARS-CoV-2 que causa a COVID-19 continua a circular por todo o mundo, a causar doenças graves, sequelas da COVID-19 e mortes. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) referiu que o impacto nos sistemas de saúde diminuiu substancialmente em comparação com 2020 e 2021 devido a múltiplos fatores, incluindo o aumento da imunidade da população por infeção e/ou vacinação e a um melhor abordagem clínica.

Entretanto a Grupo Consultivo Técnico da OMS está a analisar a evolução do SARS-CoV-2, a eficácia das atuais vacinas aprovadas contra a COVID-19 e as implicações para a composição antigénica da vacina contra a COVID-19.

As mutações específicas do vírus e as características antigénicas das variantes emergentes e futuras são difíceis de prever, esclareceu a OMS, e que o potencial impacto dessas variantes na saúde pública permanece desconhecido.

Atualmente, duas linhagens antigenicamente distintas, nomeadamente as variantes descendentes de JN.1 e BA.3.2 estão em circulação, e o potencial evolutivo comparativo dessas linhagens permanece incerto. No entanto, as variantes derivadas dessas linhagens continuam a ser monitoradas e/ou caracterizadas.

Embora os títulos de anticorpos neutralizantes tenham mostrado importantes correlatos de proteção contra a infeção por SARS-CoV-2 e de estimativas da eficácia da vacina, existem múltiplos componentes da proteção imunológica induzida pela infeção e/ou vacinação.

Como referiu a OMS, os dados sobre as respostas imunes após infeção por variantes descendentes de JN.1 ou vacinação monovalente com LP.8.1 restringem-se, em grande parte, aos anticorpos neutralizantes. Os dados e a interpretação de outros aspetos da resposta imune, incluindo a imunidade celular, são limitados.

Entretanto a OMS lembrou que não existem dados disponíveis sobre a imunogenicidade contra as variantes atualmente em circulação do SARS-CoV-2, para todas as vacinas contra a COVID-19.

Também, não existem dados recentes sobre a eficácia vacinal relativa, e os dados são limitados em relação ao número de estudos, diversidade geográfica, plataformas de vacinas avaliadas, populações analisadas, duração do acompanhamento e comparações contemporâneas de vacinas com diferentes composições antigénicas.

Especialistas em Imunização da OMS, recomendam que os países devem considerar a vacinação uma rotina contra a COVID-19 dos grupos com maior risco de desenvolver a forma grave da doença, e a vacinação não deve ser adiada na expectativa de acesso a vacinas com composição antigénica atualizada.