A Sonae divulgou os 20 projetos finalistas ao Prémio Sonae Educação. Uma seleção entre as mais de 1.000 candidaturas recebidas. A edição do Prémio mais participada de sempre. Os projetos foram apresentados por escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.
O valor de 150 mil euros irá ser distribuído pelos projetos vencedores. O objetivo é apoiar a inovação e a inclusão na educação em Portugal. Além do prémio monetário, cada projeto vencedor passa a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando de acompanhamento especializado, mentoria e apoio na monitorização do impacto das iniciativas.
“A educação é o principal elevador social e a chave para o desenvolvimento das sociedades. Os projetos finalistas do Prémio Sonae Educação podem dar um contributo importante para a melhoria da educação em Portugal, ajudando a criar impacto positivo nas comunidades e a construir um futuro mais justo e sustentável. Queremos impulsionar, apoiar e dar escala a soluções que fazem a diferença e que podem inspirar novas respostas para a educação no país”, afirmou, citado em comunicado, Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education na Sonae.
A Sonae indicou que os vencedores serão conhecidos no dia 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto, num evento que incluirá a conferência “Educação Inteligente: o futuro da aprendizagem na era da IA”. O encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais em educação, professores e responsáveis por instituições de ensino para refletir sobre o impacto da inteligência artificial, da inovação pedagógica e das novas competências no futuro da aprendizagem.
A conferência terá como orador principal Arnold Pears, diretor do Departamento de Aprendizagem em Ciências da Engenharia no KTH Royal Institute of Technology, professor catedrático na Universidade de Uppsala, na Suécia, e membro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, em Portugal.
Para além da Conferencia, o programa conta com duas mesas redondas dedicadas aos desafios que a IA coloca à educação, centradas no impacto da tecnologia na sala de aula e no papel do pensamento crítico.
A quarta edição foram definidas duas categorias, cada uma com 10 finalistas. Na Categoria Geral, os finalistas incluem o Agrupamento de Escolas de Vila Flor, a Aproximar – Cooperativa de Solidariedade Social, a Associação Magnólia Method, a Associação No Bully Portugal, a Associação Ser Milage, a Code for All, a ColorADD Social Associação, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a Kaizen Education e a Rural Move. Na Categoria de Escolas Públicas, os finalistas incluem os agrupamentos de escolas Águeda, António Nobre, Augusto Cabrita, Aver-o-Mar, Clara de Resende, Pedro Eanes Lobato, Pedrouços e Teixoso, bem como a Escola Básica da Amoreira e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde.
Os projetos finalistas abrangem um conjunto diversificado de áreas de intervenção na educação, com destaque para a promoção da inclusão escolar, da equidade e do sucesso educativo. As iniciativas centram-se em domínios como a personalização das aprendizagens, a educação inclusiva para alunos com necessidades específicas, a saúde mental e o bem-estar, a integração de migrantes, a prevenção do bullying, o desenvolvimento de competências digitais e STEAM, a utilização da inteligência artificial e de tecnologias imersivas, a formação para a cidadania e a empregabilidade, a redução da burocracia nas escolas e o reforço das competências socioemocionais. No conjunto, envolvem alunos, docentes, famílias e comunidades, refletindo a diversidade de respostas que estão a ser desenvolvidas para melhorar a experiência educativa.
O júri do Prémio é composto por Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education na Sonae, Ana Balcão Reis, Professora Catedrática na Nova SBE, Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory Lisboa, Marta Albuquerque, Vice-Presidente da Estrutura de Missão da Portugal Inovação Social 2030, e Marta Vian Santos, diretora da área Social e Comunidades da The Equator Company.
Na edição de 2026, a nova Categoria Escolas Públicas registou 359 candidaturas elegíveis e pretende reconhecer o papel destas instituições na promoção da igualdade de oportunidades e valorizar a inovação pedagógica de base local. A Categoria Geral, destinada a iniciativas promovidas por escolas e outras entidades com potencial de escala e replicação, reuniu 672 candidaturas elegíveis.
Finalistas da Categoria Geral:
- Agrupamento de Escolas de Vila Flor – Escola do Futuro: Laboratório Móvel de Aprendizagem Imersiva: Laboratório itinerante equipado com realidade virtual e aumentada para tornar a aprendizagem mais envolvente. Democratiza o acesso a tecnologias educativas inovadoras em diferentes escolas, combatendo desigualdades territoriais.
- Aproximar – Cooperativa de Solidariedade Social – DigiLab: Laboratório criado no Estabelecimento Prisional de Leiria (Jovens) para desenvolver competências digitais, socioemocionais e de empregabilidade. Pretende facilitar a reintegração social e reduzir a reincidência.
- Associação Magnolia Method – MindSchool: Plataforma baseada em inteligência artificial para deteção precoce de problemas de saúde mental em contexto escolar. Permite intervenções mais rápidas e contribui para reduzir o insucesso e o absentismo.
- Associação No Bully Portugal – +Empati@: Integra a prevenção do bullying e do cyberbullying na aprendizagem da programação, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento de competências de cidadania digital. Envolve alunos, professores e famílias na construção de ambientes escolares mais seguros.
- Associação Ser Milage – MILAGE PONTE: Plataforma que cria exercícios personalizados e disponibiliza um tutor virtual de matemática, baseado em inteligência artificial. Ajuda professores a diferenciar o ensino e a ir ao encontro de necessidades específicas, melhorando os resultados dos alunos.
- Code for All – MIT for All – Machine-driven Identification of Talent: Programa que identifica potencial tecnológico através de inteligência artificial e oferece formação em programação. Apoia pessoas em risco de exclusão do mercado de trabalho na transição para profissões digitais.
- ColorADD Social Associação – ColorADD nas Escolas: Programa de sensibilização para o daltonismo que promove ambientes escolares mais acessíveis e inclusivos. Envolve alunos, professores e famílias na construção de uma cultura de empatia e igualdade, a partir do 1º ciclo de ensino.
- Escola Secundária Camilo Castelo Branco – LIA – Laboratório de Inteligência Aplicada: Plataforma de inteligência artificial desenvolvida com conteúdos produzidos pelos próprios docentes. Disponibiliza recursos personalizados e acessíveis para responder à diversidade de perfis de alunos.
- Kaizen Education – Melhoria Contínua nas Escolas Públicas: Aplica metodologias de melhoria contínua para reduzir o trabalho burocrático dos professores nas escolas. Liberta tempo para que se concentrem no ensino e no acompanhamento dos alunos.
- Rural Move – integrARTE: Projeto que utiliza a arte como ferramenta de integração de crianças e famílias migrantes em territórios rurais. Promove a aprendizagem da língua portuguesa, o diálogo intercultural e o sentimento de pertença.
Finalistas da Categoria Escolas Públicas:
- Agrupamento de Escolas de Águeda – ProMentI: Programa de mentoria interpares que reforça o sucesso escolar, a integração e as competências socioemocionais. Os próprios alunos assumem um papel ativo na promoção de uma escola mais inclusiva.
- Agrupamento de Escolas António Nobre – Agir para Incluir: Ferramenta digital que melhora a monitorização e o acompanhamento de alunos com medidas de inclusão. Facilita a tomada de decisão pedagógica e reforça a articulação entre equipas educativas.
- Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita – EVA Braillin: Boneca interativa que torna a aprendizagem do Braille mais autónoma e acessível. Apoia crianças com deficiência visual e envolve famílias e professores no processo educativo.
- Agrupamento de Escolas Aver-o-Mar – SARAH – Sistema de Apoio à Comunicação Aumentativa e Alternativa: Plataforma em ambiente web offline que facilita a integração de alunos com perturbações ao nível da comunicação e alunos com necessidades educativas específicas. Promove uma educação mais inclusiva, apoiando alunos, docentes, terapeutas e famílias.
- Agrupamento de Escolas Clara de Resende – CRIA LAB: Laboratório de fabricação digital que pretende reduzir incidentes disciplinares, aumentar assiduidade, melhorar classificações e identificar interesses vocacionais em alunos de contextos socioeconómicos vulneráveis com histórico de absentismo e comportamentos disruptivos.
- Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato – Itinerários de Aprendizagem: Personalizar para Incluir: Modelo de ensino personalizado que adapta os percursos de aprendizagem às necessidades de cada aluno. A abordagem já demonstrou melhorias significativas no desempenho académico e na motivação.
- Agrupamento de Escolas de Pedrouços – Clube de Apoio à Inclusão: Forma alunos voluntários como Agentes de Apoio à Inclusão para apoiar pares com necessidades específicas no recreio, refeições, sala e biblioteca. Pretende reduzir o isolamento social e desenvolver competências socioemocionais.
- Agrupamento de Escolas do Teixoso – GANA – Gabinete de Apoio a Novos Alunos e Loja Social Escolar: Projeto que assegura o acolhimento de alunos migrantes e em situação de vulnerabilidade. Combina apoio pedagógico, emocional e material para promover a igualdade de oportunidades.
- Escola Básica de Amoreira – Academia dos Agentes da Inclusão: Projeto que promove a inclusão, a empatia e a cidadania ativa no 1.º ciclo, envolvendo toda a comunidade educativa. Pretende mudar atitudes, aumentar comportamentos de ajuda e consolidar cultura escolar inclusiva, onde os alunos são o elemento central da ação.
- Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde – Robots que Brincam, Mentes que Crescem: Integra robótica educativa e metodologias STEAM nos jardins-de-infância públicos, para crianças de contextos socioeconómicos distintos. Inclui atividades desconectadas, com robots tangíveis e com ecrãs, integradas em histórias e projetos das crianças.
Mais de meio milhão de euros atribuídos
Com a edição de 2026, o Prémio Sonae Educação ultrapassa o meio milhão de euros atribuídos desde a criação, em 2023. No total, são 550 mil euros atribuídos a iniciativas com impacto na educação, em todas as fases do ciclo de aprendizagem. Nas quatro edições, o Prémio Sonae Educação recebeu mais de 2.200 candidaturas, o que mostra a relevância e capacidade de mobilização junto de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.
De lembrar que a educação e a formação foram sempre uma prioridade de Belmiro de Azevedo. Um empresário que promoveu o investimento nas pessoas, por considerar que o seu próprio percurso só foi possível devido às oportunidades que teve para desenvolver o seu potencial através dos estudos.
Um compromisso que foi além da Sonae, e traduziu-se na aposta da Fundação Belmiro de Azevedo na educação como uma das suas áreas prioritárias, à criação de um grupo de reflexão sobre educação – o think tank EDULOG -, ao surgimento do Colégio Efanor, hoje uma referência no panorama educativo em Portugal, e a uma política de responsabilidade social corporativa que tem na educação um dos seus principais eixos de investimento e atuação.















