Países do G7 assumem libertar reservas de combustível para estabilizar o mercado

Países do G7 assumem libertar reservas de combustível para estabilizar o mercado
Países do G7 assumem libertar reservas de combustível para estabilizar o mercado

Os líderes do G7, que inclui o Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, e a União Europeia (UE) como “membro não enumerado” abordaram os crescentes desafios à segurança energética, em face aos elevados preços do mercados de petróleo, que consideram ameaçar a estabilidade económica e o bem-estar dos cidadãos.

Numa declaração conjunta, de 2 de outubro de 2026, indicam que concordaram “com medidas decisivas e coordenadas para estabilizar o fornecimento imediato de energia, proteger famílias e empresas de choques de preços e fortalecer a resiliência a longo prazo dos sistemas energéticos globais.”

Das decisões adotados consta a coordenação dos “cronogramas de manutenção nas refinarias do G7 para evitar paralisações simultâneas de capacidade e aumentar temporariamente as taxas de utilização sempre que possível.” A mesmo tempo irão incentivar “os países que possuem capacidades de refinação significativas para impulsionar a produção global de produtos refinados, particularmente o diesel, em vista das atuais pressões de mercado neste segmento.”

O G7 também referiu que vai solicitar à Agência Internacional de Energia (AIE) “que monitore a implementação imediata e integral dos compromissos de março de 2026.” Assumindo os compromissos “com uma libertação coordenada, através da AIE, de 100 milhões de barris com início imediato e duração de 4 meses, incluindo uma liberação substancial de diesel nos primeiros 20 dias pelos membros e parceiros do G7.”

Além disso, referem a necessidade de nova reunião, “no âmbito da AIE nos próximos dias para discutir a possibilidade de liberações adicionais de diesel, se necessário.”

Os membros do G7 também acordaram “não impor restrições à exportação de energia e produtos energéticos entre os países do G7” e nesse sentido também apelam “a todos os produtores para que se abstenham de impor proibições que possam agravar as tensões de mercado.”

A declaração inclui uma condenação “dos ataques do Irão contra os vizinhos regionais e a perturbação do comércio internacional, da segurança energética e da economia global”, e exigem “a restauração imediata e integral dos direitos e princípios de navegação no Estreito de Ormuz” e elogiam “os Estados Unidos pelos esforços para garantir o livre fluxo comercial através do Estreito de Ormuz.”

Sobre a energia proveniente da Rússia a declaração refere: “Manteremos as sanções contra a Rússia, ao mesmo tempo que trabalharemos com a AIE e parceiros globais para evitar maiores repercussões nos mercados de combustíveis, gás e outras commodities.”