Depois do esmalte dos dentes desaparecer não pode ser substituído alertam especialistas

Depois do esmalte dos dentes desaparecer não pode ser substituído alertam especialistas
Depois do esmalte dos dentes desaparecer não pode ser substituído alertam especialistas

Cuidar do esmalte dentário inclui escovar os dentes duas vezes ao dia, durante dois minutos, com pasta de dentes com flúor e uma escova de dentes macia.

Os especialistas indicam que no centro do dente está a polpa, que contém nervos e vasos sanguíneos. A dentina envolve a polpa e o esmalte forma a camada externa protetora da coroa do dente. Uma organização que dão como exemplo pequenas bonecas russas

“O esmalte dentário é a camada externa altamente mineralizada do dente”, afirmou Ronald Perry, da Faculdade de Odontologia da Universidade Tufts. O esmalte protege as camadas internas do dente dos açúcares e ácidos que ingerimos, bem como do impacto da mastigação, trituração e ranger de dentes diários, e “é o tecido mais duro do corpo humano”, acrescentou Ronald Perry.

Mas, por mais resistente que seja, o esmalte dentário desgasta-se com o tempo, e uma vez perdido, não pode ser reposto. Ora para o especialista deve ser prestada atenção a certos alimentos e para ajudar na diminuição do desgaste devem ser mantidos bons hábitos bem como os diversos produtos devem ser usados ​​corretamente.

Com o tempo, o esmalte pode ser danificado de diversas maneiras. A erosão ocorre quando os ácidos presentes em alimentos, bebidas ou no estômago dissolvem a estrutura do dente. O desgaste por atrição é causado pelo contato entre os dentes, como o bruxismo, enquanto a abrasão é o desgaste resultante do atrito externo, como a escovação excessivamente agressiva. Esses processos podem ocorrer simultaneamente e afetar tanto os dentes de leite quanto os permanentes. Alimentos e bebidas ácidas, incluindo sucos, refrigerantes e algumas águas gaseificadas aromatizadas, podem contribuir para a erosão.

A cárie dentária é um processo à parte: as bactérias presentes na boca utilizam açúcares e amidos de alimentos e bebidas para produzir ácidos que dissolvem os minerais do esmalte, formando eventualmente uma cavidade. Sem tratamento, a cárie pode estender-se através do esmalte até à dentina subjacente e, por fim, atingir a polpa, que contém nervos e vasos sanguíneos. Isso pode causar dor e infeção, podendo exigir tratamento de canal.

“Muita gente fica sentada à mesa, mastigando sem parar, a tomar refrigerante”, referiu Ronald Perry. “E a saliva tenta neutralizar a acidez na boca, mas quando se está a tomar um refrigerante, a saliva não consegue acompanhar e o esmalte desgasta-se.”

A saliva ajuda a proteger os dentes neutralizando os ácidos e fornecendo minerais que fortalecem o esmalte enfraquecido. Pessoas com boca seca têm menos dessa proteção natural e correm maior risco de erosão e cárie dentária. “Há uma constante luta na boca entre o ácido, que extrai os minerais, e a saliva e o flúor, que tentam repor esses minerais no esmalte”, explicou o especialista da Universidade Tufts.

A exposição ao ácido também pode vir de dentro. O ácido estomacal pode chegar à boca através de refluxo ou vómitos repetidos e corroer o esmalte. A erosão inicial pode passar despercebida, mas, à medida que o esmalte se torna mais fino, os dentes podem ficar mais amarelados e sensíveis. “Ou as pessoas desenvolvem rachaduras nos dentes, mais cáries, e então ocorre um efeito dominó – um dente parte, ou uma obturação se deteriora, e acabam precisar de procedimentos odontológicos mais caros”, acrescentou.

Então, qual a melhor maneira de cuidar do esmalte dos nossos dentes? “Devemos tomar medidas todos os dias, independentemente de tudo ou da nossa idade”, referiu Ronald Perry. Os atos mais importantes são simples. Pessoas que rangem os dentes devem usar um protetor bucal, e todos devem escovar os dentes duas vezes ao dia, durante dois minutos, com pasta de dentes com flúor e uma escova de dentes macia, além de usar fio dental ou outro limpador interdental uma vez ao dia.

Quanto à pasta de dentes, Para o especialista não importa a marca, desde que contenha flúor e, idealmente, tenha o selo de aprovação de Associação Dentaria, isto é, uma pasta de dentes com flúor comum, comprada sem receita, uma pasta de dentes comercial especializada ou uma pasta de dentes com prescrição médica e alta concentração de flúor. Ao escovar os dentes, “basta cuspir o excesso de pasta sem enxaguar a boca com água, pois isso a removerá”, explicou Ronald Perry.

A recomendação do especialista é usar-se o enxaguante bucal com flúor num horário diferente da limpeza com escova para que não seja removido o flúor concentrado deixado pela pasta de dentes. Siga as instruções do produto, e evite comer ou beber nos 30 minutos seguintes.

No caso do uso de enxaguantes bucais ricos em flúor o especialista recomenda que sejam seguidas as instruções do produto, tendo em conta que essa deve ser última coisa a fazer no dia.

Ronald Perry alertou que os produtos relacionados ao esmalte podem ser enganosos. Às vezes, são comercializados como ferramentas para “reconstruir” ou “reparar” tecido perdido ou danificado. “Eles fornecem flúor ao dente. Não podem reconstruir o esmalte. Uma vez perdido, o esmalte está perdido para sempre. Podemos apenas fortalecê-lo, endurecê-lo, torná-lo mais resistente a ácidos e outras substâncias, e protegê-lo contra cáries”, explica Ronald Perry. “Mas não podemos recriar o esmalte, porque o esmalte maduro não contém células vivas capazes de o regenerar.”

Ronald Perry acrescentou: “O flúor pode ajudar a repor os minerais perdidos pelo esmalte enfraquecido e reverter cáries iniciais antes que uma cavidade se forme. Ele não pode regenerar o esmalte que foi fisicamente desgastado nem substituir a estrutura dentária perdida.”

No caso de perda de esmalte e os dentes estão amarelando ou a ficar mais sensíveis, então é aconselhável consultar um dentista para identificar a causa antes de escolher um produto clareador. “Os cremes dentais clareadores removem principalmente manchas superficiais; eles não conseguem restaurar a espessura do esmalte perdido”. Se há erosão do esmalte ou sensibilidade, consultar um dentista para uma recomendação de um creme dentário com flúor e baixa abrasividade e deve ser evitado o escovar os dentes com muita força.

Independentemente dos produtos que forem escolhidos o especialista recomenda que todos visitem o dentista duas vezes por ano ou “num intervalo baseado na saúde bucal e fatores de risco”. No caso de algo diferente nos dentes, como o surgimento repentino de mais cáries, aumento da sensibilidade ao calor ou ao frio, dor, lascas ou outras alterações, a consulta ao dentista é importante.

Quando se cuida da saúde bucal em casa, então o especialista alerta que se deve desconfiar de produtos em que se afirme que pode regenerar o esmalte perdido. “Um creme dentário auxiliar na remineralização de uma lesão inicial, mas não pode substituir a estrutura do dente. Uma vez que o esmalte se perde, ele está perdido para sempre”, conclui o especialista Ronald Perry da Universidade Tufts.