Agência DBRS reviu para BBB+ o ‘rating’ de Portugal

Agência DBRS reconhece melhorias na economia portuguesa e reviu em alta o ‘rating’ do país passando para BBB+. O equilíbrio das contas públicas e a redução do rácio da dívida face ao PIB foram dois dos fatores determinantes.

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Ministério das Finanças, Lisboa
Ministério das Finanças, Lisboa. Foto: Rosa Pinto

A agência de DBRS reviu hoje o ‘rating’ da República Portuguesa para BBB + com perspetiva estável. Uma revisão que “reflete a melhoria continuada e estrutural do desempenho da economia portuguesa” indicou o Ministério das Finanças (MF).

A agência destacou o esforço continuado de consolidação orçamental estrutural, “que se traduz no equilíbrio das contas públicas e na redução sustentada do rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB), no quadro de uma política que promove o investimento, o crescimento sustentável e a criação de emprego permanente”.

A DBRS salientou as “mudanças positivas na estrutura da economia portuguesa que favorecem a continuação do crescimento económico equilibrado. A diversificação e melhoria da qualidade das exportações, bem como o crescimento do investimento privado, são assinaladas como tendências que se revestem de crucial importância”.

O MF indicou, em comunicado, que a DBRS destacou a “diminuição dos riscos para a estabilidade financeira”, e para a avaliação concorreram: “a diminuição do endividamento das empresas não financeiras; a redução muito significativa do rácio de crédito malparado; e a melhoria da rendibilidade dos bancos e o aumento dos seus rácios de capital”.

Para a DBRS a previsão é de que vai continuar “o crescimento equilibrado da economia portuguesa no futuro, apoiado por uma dinâmica positiva da procura interna associada ao crescimento do emprego, das remunerações e do investimento. O ritmo de crescimento deverá ser mais moderado do que no passado recente em virtude de uma desaceleração da procura externa”.

O MF esclareceu que “a dívida pública portuguesa beneficia hoje da classificação de investimento pelas quatro principais agências de ‘rating’ internacionais, estando com perspetiva positiva nas outras três”.

“A taxa de juro das obrigações da República Portuguesa a 10 anos está abaixo de 0,2%, um valor sem paralelo histórico e o diferencial face a Espanha mantém-se praticamente nulo” referiu o MF em comunicado.

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