Assembleia Mundial da Saúde aprova primeira resolução sobre radiações e os efeitos para a saúde

Assembleia Mundial da Saúde aprova primeira resolução sobre radiações e os efeitos para a saúde
Assembleia Mundial da Saúde aprova primeira resolução sobre radiações e os efeitos para a saúde

A Assembleia aprovou uma resolução sobre Radiação e saúde. Uma resolução que aponta para o fortalecimento da proteção, preparação e resposta globais. É a primeira vez que os Estados-Membros da OMS concordaram com uma abordagem abrangente que engloba tanto a radiação ionizante quanto a não ionizante.

A resolução da Assembleia Mundial da Saúde reconhece agora a ampla exposição global à radiação ionizante e não ionizante proveniente de fontes ambientais, ocupacionais e médicas, bem como a potencial exposição em situações de emergência.

São reconhecidos os riscos para a saúde associados à exposição à radiação, incluindo os efeitos induzidos pela radiação a curto e longo prazo em situações existentes, planeadas e de emergência, particularmente para crianças e mulheres grávidas, bem como os impactos não radiológicos na saúde decorrentes de emergências radiológicas;

Na resolução é realçada a importância de reforçar a capacidade do sector da saúde para responder a emergências radiológicas.

As fontes naturais de radiação, como a radiação ultravioleta solar e os materiais radioativos naturais e os gases de radão, contribuem significativamente para o risco de cancro e reconhece que, embora existam intervenções preventivas eficazes para mitigar estes riscos para a saúde, pode haver necessidade de maiores investimentos e de campanhas de comunicação e sensibilização pública mais robustas.

É reconhecido o rápido surgimento de novas tecnologias médicas, incluindo o uso combinado de radiação ionizante e não ionizante com inovações como a inteligência artificial e os ensaios clínicos digitais, e reconhece a necessidade de garantir a segurança radiológica na área da saúde, ao mesmo tempo que se verifica o reforço da capacidade de diagnóstico por imagem.

A crescente utilização de radiofármacos em diagnósticos e tratamentos médicos coloca a necessidade de sublinhar a importância de garantir a produção, manuseamento, administração e eliminação seguros como parte de esforços mais amplos para proteger a saúde pública dos riscos relacionados com a radiação.

Os Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) concordaram com uma abordagem abrangente que engloba tanto a radiação ionizante quanto a não ionizante, e comprometem-se a fortalecer os sistemas nacionais de proteção radiológica, incluindo melhorar o monitoramento da exposição, o treino de profissionais e a integração da gestão de riscos radiológicos em programas mais amplos de saúde pública.