Bebida nutricional com Fortasyn Connect combate progressão de Alzheimer

Estudo de investigação confirma que bebida nutricional com Fortasyn Connect beneficia pacientes com doença de Alzheimer em estágio inicial e com alto risco de progressão. Suporte nutricional pode ajudar os neurónios do cérebro a produzir mais sinapses.

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Bebida nutricional com Fortasyn Connect combate progressão de Alzheimer
Bebida nutricional com Fortasyn Connect combate progressão de Alzheimer. Foto: © Rosa Pinto

Alimento para fins medicinais específicos contendo Fortasyn Connect pode beneficiar pacientes com comprometimento cognitivo leve que estão em alto risco de progressão para o estágio de demência da Doença de Alzheimer (DA), indica estudo já publicado no Journal of Alzheimer’s Disease Reports.

O objetivo do novo estudo longitudinal foi avaliar se esta combinação multinutriente pode beneficiar pacientes com comprometimento cognitivo leve que estão em risco de progredir para o estágio de demência da DA. Estudos anteriores já tinham mostrado que Fortasyn Connect pode ter benefícios no início da DA.

“A fase assintomática inicial (DA pré-clínica) continua em fase prodrómica com comprometimento cognitivo leve, mas percetível, mas com autonomia funcional, com posterior progressão para a demência. Essa progressão gradual cria uma janela de oportunidade para intervenção”, explicou Maria Sagrario Manzano Palomo, investigadora do Departamento de Neurologia, Infanta Leonor Hospital, Madrid, Espanha. “Estudos recentes envolveram abordagens multimodais e não farmacológicas, incluindo intervenção dietética, que é um importante fator de risco modificável”.

Este estudo longitudinal, com um ano de acompanhamento, foi realizado de junho de 2015 a dezembro de 2016, no Departamento de Neurologia do Hospital Infanta Cristina. Para o efeito os investigadores recrutaram 43 pacientes com comprometimento cognitivo leve e idade média de 70 anos, sendo 58,5% dos pacientes mulheres.

Testes neuropsicológicos e exames de imagem de Tomografia por Emissão de Positrões (PET) com o radiofármaco e fluorodesoxiglucose (F18-FDG) foram realizados na consulta de inclusão e verificados novamente ao longo de um ano, que também incluiu um exame neurológico e uma Escala de Mudança Subjetiva completada pelo cuidador. Dezassete pacientes receberam o produto, enquanto 24 pacientes estavam no grupo sem intervenção e dois pacientes desistiram.

Os estudos de imagem de PET com F18-FDG fornecem uma medida do número de sinapses numa região do cérebro (esse número diminui no comprometimento cognitivo leve, progredindo para uma DA mais avançada), pelo que a capacidade do alimento para fins medicinais especiais para impactar esta diminuição no número sináptico foi avaliada.

A imagem de PET com F18-FDG mostrou uma evolução negativa significativa no grupo sem intervenção nutricional em comparação com o grupo que recebeu o produto. Verificou-se uma degradação significativa no desempenho da memória, funções executivas e atenção, no grupo sem intervenção, enquanto o grupo que recebeu o produto mostrou uma estabilização nessas medidas. Da mesma forma, os cuidadores indicaram uma estabilização, ou seja, uma melhoria no grupo com intervenção nutricional. Este estudo observacional da vida real ilustra a experiência positiva do uso clínico deste alimento para fins medicinais especiais.

“A bebida nutricional contendo a combinação Fortasyn Connect já demonstrou em estudos anteriores ter um efeito significativo em vários domínios cognitivos em pacientes no estágio inicial da DA, incluindo aqueles com comprometimento cognitivo leve”, comentou a investigadora. “Os resultados deste estudo suportam a hipótese de que o produto pode beneficiar pacientes com comprometimento cognitivo leve que estão em risco de progredir para o estágio de demência da DA. Os cuidadores também relataram benefícios em pacientes”.

Richard Wurtman, que desenvolveu a combinação multinutriente Fortasyn Connect no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA, explicou: “A maioria das pessoas achava que qualquer intervenção eficaz envolveria a eliminação do cérebro da beta-amilóide, uma toxina que se acreditava destruir sinapses cerebrais”, mas este estudo “mostra que esta intervenção nutricional funciona em pacientes por um mecanismo bioquímico totalmente diferente. Em vez de bloquear o efeito de uma neurotoxina, os dados sugerem que fornecendo suporte nutricional, pode ajudar os neurónios do cérebro a produzir mais sinapses”.

Para George Perry, editor-chefe do Journal of Alzheimer’s Disease Reports, os resultados do estudo apoiam o conceito de nutrição focada na formação de sinapses como crítica para manter a cognição em face da iminência da DA. “A intervenção com a bebida nutricional contendo Fortasyn Connect parece apoiar a comunicação neuronal através da sinaptogénese. Esperamos que essas perceções abram uma nova era de investigação sobre as intervenções nutricionais que apoiam a plasticidade natural do cérebro para reparar danos”.

A DA é uma doença cerebral progressiva e irreversível que destrói lentamente a memória e as capacidades de raciocínio e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples. Na maioria das pessoas com DA, os sintomas aparecem pela primeira vez entre os 60 e 70, sendo a causa mais comum de demência entre os idosos.

Dados da Associação de Alzheimer indicam que 13% das pessoas com mais de 65 anos sofrem desta doença nos países desenvolvidos, e o número está aumentar nos países em desenvolvimento. A DA tem um impacto socioeconómico significativo, que levará ao aumento da carga económica nos sistemas de saúde em todo o mundo.

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