Cancro da bexiga com deteção por teste de urina

Equipa de investigação desenvolveu um teste de urina que permite a deteção precoce de cancro da bexiga. O teste UroSEEK não invasivo recorre à análise de mutações em 11 genes no ADN, e serve também para vigiar a recorrência em pacientes.

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Cancro da bexiga com deteção por teste de urina
Cancro da bexiga com deteção por teste de urina. George Netto. Foto: © UAB Public Relations

Investigadores desenvolveram um novo teste para deteção de cancro da bexiga a partir a partir de mutações no ADN. Mutações que foram identificadas, para estes cancros, e que permitem uma deteção mais cedo do que com os testes tradicionais. Um diagnóstico numa fase precoce do cancro da bexiga pode levar a um tratamento mais cedo e, potencialmente, a melhores resultados para os pacientes.

O teste, designado UroSEEK, usa amostras de urina para procurar mutações em 11 genes no ADN associados ao cancro da bexiga ou ao cancro urotelial do trato superior (UTUC). Os investigadores envolvidos no estudo indicaram que o teste, quando combinado com citologia, um teste padrão não invasivo utilizado para deteção de cancro, aumentou significativamente a deteção precoce em pacientes considerados de risco de cancro da bexiga, e melhoram a monitorização em pacientes já tratados ao cancro da bexiga.

George Netto, um dos líderes do estudo do UroSEEK, presidente do Departamento de Patologia da Universidade do Alabama em Birmingham referiu: “Houve quase 80.000 novos casos de cancro da bexiga e mais de 18.000 mortes em 2017”, pelo que é importante “usar a urina para detetar o cancro. O UroSEEK é um método molecular e não invasivo de deteção.”

O trabalho dos investigadores foi publicada, em 20 de março, no eLife. Um trabalho que teve também a colaboração de investigadores do Centro de Cancro Johns Hopkins Kimmel.

O UroSEEK permite a deteção precoce do cancro da bexiga em pacientes de risco – aqueles que podem ter sangue na urina ou pessoas que fumam – e pacientes que já passaram por um procedimento para tratar o cancro da bexiga e precisam ser monitorados para qualquer recorrência da doença.

“Em quase um terço dos pacientes, a deteção do cancro da bexiga é tardia”, referiu George Netto, e acrescentou: “Mesmo em doentes em que o cancro foi detetado num estágio inicial, os tumores frequentemente reaparecem, assim, os pacientes estão sujeitos a uma vigilância vitalícia que requer procedimento de cistoscopia invasiva e biópsias, exames que são caros”.

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