Comissão Europeia pede aos EUA clareza sobre eventuais medidas após decisão do Supremo Tribunal dos Estados sobre tarifas

Comissão Europeia pede aos EUA clareza sobre eventuais medidas após decisão do Supremo Tribunal dos Estados sobre tarifas
Comissão Europeia pede aos EUA clareza sobre eventuais medidas após decisão do Supremo Tribunal dos Estados sobre tarifas. Foto: Rosa Pinto

Após a recente decisão do Supremo Tribunal dos EUA relativa à Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional, a Comissão Europeia pede à Administração americana clareza sobre as medidas que pretende tomar.

Para a Comissão Europeia a “situação atual não é propícia à concretização de um comércio e investimento transatlânticos “justos, equilibrados e mutuamente benéficos”, como foi acordado por ambas as partes e estipulado na Declaração Conjunta União Europeia (UE) – EUA de agosto de 2025.

Em comunicado, a Comissão Europeia indica que assegurará sempre que os interesses da UE, e reforça que “as empresas e os exportadores da UE devem ter um tratamento justo, previsibilidade e segurança jurídica.”

“Um acordo é um acordo”, afirma a Comissão Europeia. Sendo a UE o maior parceiro económico dos EUA, é de esperar “que os EUA honrem os compromissos estabelecidos na Declaração Conjunta – tal como a UE honra os seus compromissos.”

A Comissão Europeia espera que os produtos europeus continuem a beneficiar de um tratamento mais competitivo, sem aumentos das tarifas para além do teto que foi acordado.

As tarifas são custos para os consumidores como para as empresas e “quando aplicadas de forma imprevisível, as tarifas são inerentemente disruptivas, minando a confiança e a estabilidade nos mercados globais e criando ainda mais incerteza nas cadeias de abastecimento internacionais.”

No passado dia 21 de fevereiro de 2026, o Comissário Europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, conversou com o Representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e com o Secretário do Comércio, Howard Lutnick, e a Comissão Europeia refere que “a prioridade da UE é preservar um ambiente comercial transatlântico estável e previsível, atuando também como uma âncora global para o comércio baseado em regras.”

Entretanto, a Comissão Europeia refere que aUE continua “a expandir a sua rede de acordos comerciais abrangentes e ambiciosos de “tarifa zero” em todo o mundo, bem como os seus esforços para reforçar o sistema comercial aberto e baseado em regras.”