Consumo de açúcar pode diminuir com políticas nutricionais obrigatórias

Estudo de investigação concluiu que políticas nutricionais obrigatórias podem ser uma ferramenta valiosa para ajudar os adolescentes a reduzir a ingestão de açúcar, nomeadamente através das bebidas açucaradas.

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Consumo de açúcar pode diminuir com políticas nutricionais obrigatórias
Consumo de açúcar pode diminuir com políticas nutricionais obrigatórias. Foto: Rosa Pinto

Um estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá, comparou o consumo de bebidas açucaradas entre 41.000 estudantes do ensino secundário, na província canadiana de Ontário, onde existem políticas de nutrição escolar obrigatórias, e na província canadiana de Alberta, onde as políticas nutricionais são apenas indicativas ou voluntárias. O estudo divulgado hoje, 28 de março de 2018, decorreu durante o ano letivo de 2013-2014.

Os investigadores verificaram que os estudantes de Alberta tiveram uma taxa 16% maior de consumo de bebidas açucaradas em comparação com os estudantes em Ontário, onde a venda da maioria das bebidas açucaradas nas escolas secundárias está proibida desde 2011.

Para Katelyn Godin, investigador principal do estudo, “os dados têm implicações na forma como abordamos os esforços para promover hábitos alimentares saudáveis ​​entre adolescentes”, e acrescentou: “Precisamos de elaborar estratégias para melhorar o ambiente alimentar, para que as escolhas alimentares mais saudáveis ​​sejam atraentes e acessíveis, bem como melhorar as atitudes, conhecimentos, valores e outros domínios relacionados com os alimentos e a nutrição dos alunos”.

O estudo também mostrou que as refeições dos alunos e os lanches adquiridos pelos alunos fora da escola e nos fins-de-semana tiveram levaram a uma maior ingestão de bebidas açucaradas do que os lanches adquiridos nos bares escolares. Para Katelyn Godin esta observação reflete a disponibilidade de bebidas açucaradas em todos os lugares onde os adolescentes vão com os amigos, como seja para comer, a eventos esportivos e musicais, ou a qualquer lugar de lazer.

O investigador Katelyn Godin referiu: “As descobertas que fizemos sugerem que, embora os padrões nutricionais nas escolas possam ter um impacto no consumo de bebidas adoçadas com açúcar, esses padrões, por si só, não serão suficientes para reduzir drasticamente a ingestão dessas bebidas pelos adolescentes.”

Para o investigador “dado o importante papel da dieta na prevenção de doenças crónicas, os adolescentes devem ser um grupo prioritário de intervenção, porque os maus hábitos alimentares formados na infância e na adolescência persistem na idade adulta”.

Estudos anteriores indicam que os adolescentes são os maiores consumidores de bebidas açucaradas no Canadá, com muitos estudantes em idade escolar a consumir diariamente as bebidas com açúcar. É conhecido que os refrigerantes e outras bebidas açucaradas estão ligados a maiores taxas de obesidade, doenças cardiovasculares e menor ingestão de vitaminas e nutrientes.

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