
Os dentes desalinhados tem implicações na estética e assumem em muitos casos a principal preocupação para a pessoa. Mas a preocupação pode ir além do sentido de estética e ser um problema a comprometer a saúde oral, a função de mastigar e, em alguns casos, a qualidade de vida em geral.
No entanto, intervir no desalinhamento dentário exige um diagnóstico clínico rigoroso, alerta a MALO CLINIC, pois, sublinha que nem todos os casos exigem o mesmo tipo de abordagem.
O desalinhamento dentário pode dificultar a higiene oral, favorecer a acumulação de placa bacteriana e aumentar o risco de cáries e doenças gengivais. Bem como, indica a MALO CLINIC que, em situações mais complexas, pode provocar desgaste irregular dos dentes, alterações da mordida e dificuldades na mastigação, tornando essencial uma avaliação clínica que permita compreender a origem do problema.
“Uma das dúvidas mais frequentes em consulta é perceber se a solução passa por facetas ou por aparelho. No entanto, essa decisão nunca deve ser tomada apenas com base na aparência do sorriso. O mais importante é identificar a causa do desalinhamento e avaliar a saúde oral de forma global, para que a abordagem seja verdadeiramente adequada a cada paciente”, referiu, citada em comunicado, Rita Martins da Silva, Médica Ortodontista na MALO CLINIC Lisboa.
A escolha depende muito mais do que a estética
É frequente colocar-se a comparação entre facetas dentárias e aparelho ortodôntico, dado que ambas as soluções podem contribuir para melhorar a harmonia do sorriso. No entanto, os especialistas indicam que se trata de abordagens distintas e com objetivos diferentes.
As facetas dentárias consistem em finas lâminas em porcelana ou acrílicas que são aplicadas sobre a superfície dos dentes, sendo indicadas sobretudo para corrigir pequenas imperfeições estéticas, como ligeiros desalinhamentos, espaços entre dentes ou alterações de cor, forma e tamanho.
O aparelho ortodôntico atua através da movimentação progressiva dos dentes, permitindo corrigir o seu posicionamento, a mordida e outros problemas funcionais associados ao desalinhamento.
Ambas as soluções podem melhorar a aparência do sorriso, mas não respondem às mesmas necessidades clínicas, e daí que a escolha entre uma e outra deve resultar sempre de uma avaliação clínica.
Não existe uma solução universal
Como descreve a MALO CLINIC a escolha do tratamento depende de vários fatores, entre os quais o grau de desalinhamento, a posição dos dentes, a mordida, a saúde das gengivas e as expectativas do paciente. Em alguns casos, é possível melhorar apenas a componente estética do sorriso; noutros, torna-se necessário corrigir o posicionamento dos dentes e restabelecer a função mastigatória.
Uma boa análise clinica levará a que se privilegiem as soluções que preservem a estrutura natural dos dentes, respeitando os princípios de uma medicina dentária minimamente invasiva e adaptada às necessidades de cada paciente.
“Um sorriso harmonioso é importante, mas nunca deve ser conseguido à custa da função. O objetivo de qualquer tratamento é preservar uma mordida equilibrada, garantir uma correta função mastigatória e contribuir para uma saúde oral duradoura. A estética e a função devem caminhar sempre lado a lado para que os resultados sejam estáveis e sustentáveis ao longo do tempo“, relevou Rita Martins da Silva.
Cada caso exige um plano de tratamento personalizado
Os avanços da medicina dentária permitem atualmente planear os tratamentos com maior precisão, conciliando resultados estéticos e funcionais. Para os especialistas em medicina dentária para responder à questão “facetas ou aparelho?”, o primeiro passo passa por compreender a origem do desalinhamento e os objetivos clínicos de cada paciente. Assim, só uma avaliação individualizada permite definir um plano de tratamento ajustado, que concilie estética, função e saúde oral.













