Investigação portuguesa cria terapias direcionadas contra o cancro

Investigadores do iMM desenvolvem método que elimina toxidade de certas terapias direcionadas contra o cancro. A descoberta pode revolucionar o transporte dos fármacos direcionados às células cancerígenas.

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Investigação portuguesa cria terapias direcionadas contra o cancro
Investigação portuguesa cria terapias direcionadas contra o cancro. Foto: © TV Europa

Grupo de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (iMM) e da Universidade de Cambridge, liderado pelo investigador Gonçalo Bernardes, desenvolveu um novo método que permite construir moléculas para serem usadas como terapias direcionadas contra o cancro, sem a habitual toxicidade dos tratamentos.

As atuais terapias anticancerígenas não conseguem distinguir células cancerígenas de células saudáveis, e assim, são de eficácia reduzida e têm efeitos secundários recorrentes. O novo método, descoberto pela equipa liderada por Gonçalo Bernardes, “apresenta uma nova classe de compostos que garantem que o fármaco não seja libertado prematuramente de um anticorpo específico para as células cancerígenas na circulação sanguínea”, indica o iMM.

Gonçalo Bernardes, citado pelo iMM, explica que “este novo método de ligação de fármacos muito tóxicos a anticorpos específicos contra células cancerígenas poderá tornar-se no método de eleição para a produção deste tipo de novas terapias, pois elimina a instabilidade e toxicidade adversa dos conjugados anticorpos-fármacos usados na clínica”.

O novo método, ao permitir que o fármaco possa ser direcionado eficientemente para o tumor, pode torna-se numa promissora terapia “com um maior nível de eficiência numa das patologias mais preocupantes da sociedade atual”.

O estudo foi já publicado na revista científica ‘Nature Communications’, com o título ‘Stoichiometric and irreversible cysteine-selective protein modification using carbonylacrylic reagents’.

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