Isuzu Dmax em análise

Nova carrinha de caixa aberta da Isuzu Dmax apresenta grande comodidade, seja em ambiente citadino ou em ambientes de pisos agrestes. Jorge Farromba descreve, nesta sua análise, as principais caraterísticas da Isuzu Dmax 1.9 diesel, 164 CV.

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Isuzu Dmax
Isuzu Dmax. Foto: DR

Há uns anos vistas como viaturas somente para trabalho no campo, desconfortáveis e pouco modernas, hoje em dia a realidade é bem diferente. E a Isuzu demonstra isso mesmo com o lançamento desta carrinha de caixa aberta Dmax em várias versões, desde a versão mais citadina até à versão mais ‘campestre’. Mas não se pense com isso que é menos interessante!

Com linhas bem desenhadas, joviais, mas robustas, a Dmax foi pensada para um segmento ainda hoje muito apetecível de um público que a usa em ambiente citadino, mas sem medo de enfrentar os pisos mais adversos.

A Dmax veste-se para este ensaio com o evoluído motor 1.9 diesel com 164 CV, caixa de 6 velocidades, tração 4WD com redutoras e uma cabine longa para 2+1 passageiros.

Relativamente à sua irmã de cabine dupla e cinco lugares, esta, perde em lugares aquilo que ganha em capacidade de carga. Munida do essencial para o trabalho exigente, apresenta um habitáculo bem construído, com bons materiais, com plásticos rijos por todo o habitáculo, mas bem imunes a ruídos parasitas, com bancos sólidos e confortáveis e com bom apoio lateral.

O terceiro banco para o passageiro, devido ao seu desenho, serve essencialmente para viagens curtas.

A posição de condução é correta e a ergonomia também. Perdem-se alguns mimos como o volante com alguns botões para o volume do rádio, mãos livres, cromados e outros requintes no equipamento face à sua ‘irmã’ de 5 lugares. Mas nada que preocupe.

Em estrada, o que se revela muito característico é a vivacidade e disponibilidade do motor, com consumos de fazer ‘corar’ veículos bem mais aerodinâmicos e menos pesados. Médias de 7.4 em estrada aberta, e sem cuidados no consumo, permitem fazer longas viagens com conforto – é certo que esta viatura face ao menor peso na traseira tem tendência a saltitar mais que a sua irmã, mas nada que comprometa.

O comportamento é muito interessante e nunca ficamos com a noção que a traseira nos vai fugir – mesmo quando provocada – e isso denota o cuidado que a marca teve na distribuição de pesos, no chassis, mas também na utilização de dispositivos modernos como o ESP que nos dão garantias redobradas para enfrentar vários tipos de estrada e em várias condições.

Mesmo nalgumas situações em que propositadamente desliguei as ajudas eletrónicas foi fácil perceber o comportamento são e previsível do conjunto – em terra e asfalto – e as derivas controladas, quando muito provocadas.

Em estradões de terra ou com pedra solta o seu comportamento apresentou-se muito salutar. Já a utilização das redutoras revelou-se simples de utilizar e resolveram aquilo para que foram criadas.

Mencionar que, seja qual for a utilização dada, a insonorização interior revelou-se correta, os bancos confortáveis, e com apoio lateral suficientes para uma utilização exigente.

Um outro ponto fulcral da Isuzu é o seu posicionamento comercial impar, com um preço de 27.000 euros.

Autor: Jorge Farromba

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