Lisboa suspende as trotinetas partilhadas para garantir segurança e ordenamento do espaço público

Lisboa suspende as trotinetas partilhadas para garantir segurança e ordenamento do espaço público
Lisboa suspende as trotinetas partilhadas para garantir segurança e ordenamento do espaço público. Foto: Rosa Pinto

Dentro de 60 dias Lisboa deverá ficar sem trotinetas partilhadas, uma decisão da Câmara Municipal de Lisboa (CML) adotada hoje, 21 de outubro, de suspensão o atual sistema de trotinetas elétricas partilhadas.

Uma decisão que a CML justifica com a necessidade de contribui para “uma cidade mais organizada, mais segura e com um espaço público mais ordenado e respeitador de todos”, e referiu Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, “foi um passo necessário que tivemos de assumir. As evidências de um problema de estacionamento indevido destes veículos no espaço público e o condicionamento da circulação de pessoas, afetando particularmente os mais idosos, com mobilidade reduzida, cidadãos cegos, crianças e famílias com carrinhos de bebé são alguns dos exemplos.”

O uso das trotinetas, sobretudo pelos mais jovens, associada à falta de clareza nos regulamentos de uso no espaço público, à falta de capacidade de intervenção das autoridades, nomeadamente da PSP sobre o incumprimento de algumas normas pelos utilizadores, aos acidentes viários e aos riscos que vinham sofrendo os próprios utilizadores, impunha-se a adoção de medidas que a CML considerou ser agora o momento.

Com esta decisão da CML a cidade de Lisboa segue o caminho de outras cidades europeias, como Paris, Madrid ou Bruxelas, que perante problemas semelhantes decidiram suspender as trotinetas elétricas, e como referiu Carlos Moedas “a mobilidade suave é fundamental e algo que defendemos, mas os diferentes modos têm de coexistir e garantir a segurança e o respeito por quem circula no espaço público”.

A proposta aprovada incorpora contributos de diferentes forças políticas, designadamente PCP e BE, incluindo o compromisso claro de reforço da mobilidade ciclável, através da qualificação e expansão da rede ciclável e do aumento do número de estações e de bicicletas disponíveis na rede GIRA.

Além disso, a deliberação agora adotada estabelece, também, que irá ser elaborado um Regulamento Municipal para a Mobilidade Suave, a apresentar como projeto no prazo máximo de um ano.