Matéria escura do Universo reúne cientistas mundiais em Coimbra

Cientistas de todo o mundo envolvidos na Experiência Internacional XENON discutem, em Coimbra, novos dados sobre a misteriosa matéria escura do Universo. Portugal participa desde inicio na experiência com uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra.

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Matéria escura do Universo reúne cientistas mundiais em Coimbra
Matéria escura do Universo reúne cientistas mundiais em Coimbra. Foto: DR

Nos dias 5, 6 e 7 de setembro reúnem-se, em Coimbra, 85 investigadores envolvidos na XENON, uma experiência internacional de pesquisa avançada da matéria escura do Universo. No encontro participam alguns dos mais destacados cientistas a nível mundial na área, tais como Manfred Lindner, diretor do Max Plank Institute, Alemanha, Elena Aprile, da Universidade da Columbia, EUA, Laura Baudis da Universidade de Zurique, Suíça.

A reunião dos cientistas decorre no seguimento de novos resultados da experiência e constam de artigo a ser publicado na revista cientifica Physical Review Letters. A experiência conforma a liderança do consórcio de cientistas na procura da matéria escura no Universo referiu José Matias, coordenador da equipa portuguesa de investigadores que integra a XENON, citado em comunicado pela Universidade de Coimbra.

A experiencia XENON conta, desde 2016, em operação com “o instrumento mais sensível alguma vez produzido pela humanidade para a deteção deste tipo desconhecido de matéria – o XENON1T -, instalado no Laboratório Nacional de Gran Sasso, Itália, o maior laboratório subterrâneo a nível mundial, debaixo de 1.300 metros de rocha para blindar o sistema dos raios cósmicos existente à superfície”, explicou José Matias que é também investigador do Laboratório de Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física da Radiação (LIBPhys) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

O XENON1T está imerso num tanque de água com 10 metros de diâmetro e 10 metros de altura, e há um edifício de serviços adjacente com três andares, de apoio ao funcionamento do sistema.

José Matias referiu ainda que o trabalho colaborativo da experiência “tem uma forte componente de engenharia, pois a maior parte da alargada panóplia de instrumentos e tecnologias utilizados é especialmente desenvolvida para este fim, criando instrumentos melhores e mais avançados do que os que existiam anteriormente, um pouco à imagem do que acontece com os programas espaciais.”

Na grande experiência XENON colaboram atualmente 160 cientistas em 27 grupos de investigação dos EUA, Alemanha, Portugal, Suíça, França, Holanda, Suécia, Japão, Israel e Abu Dhabi.

Portugal é parceiro na experiência desde o seu início, em 2005, através da equipa do LIBPhys do Departamento de Física da FCTUC, atualmente composta por seis cientistas e um engenheiro.

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