Medicamento antimalária está em ensaio clínico para tratamento da COVID-19

Investigadores estão a realizar um ensaio clinico para verificar definitivamente se a hidroxicloroquina, um medicamento usado no tratamento da malária e doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus, pode prevenir a COVID-19. Resultados só no verão.

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Medicamento antimalária está em ensaio clínico para tratamento da COVID-19
Medicamento antimalária está em ensaio clínico para tratamento da COVID-19. Foto: © Rosa Pinto

Um ensaio clínico, que decorre em vários locais dos EUA, liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em colaboração com a Escola Grossman de Medicina da Universidade de Nova York vai permitir estudar, se a hidroxicloroquina pode impedir a transmissão entre pessoas expostas ao novo coronavírus.

“Atualmente, não sabemos se a hidroxicloroquina funciona, mas saberemos no menor prazo possível qual é o resultado”, referiu Ruanne Barnabas, investigadora de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Washington.

A equipa de investigadores está a inscrever no estudo 2.000 participantes que são indicados pelos médicos em seis locais. Pessoas que são contatos próximos de pessoas com diagnóstico confirmado ou pendente de COVID-19.

Os participantes no estudo vão ser aleatoriamente indicados para tomar hidroxicloroquina ou um placebo durante duas semanas, e vão ser recolhidas amostras nasais e testadas diariamente para confirmar novas infeções de COVID-19, nos dois grupos. A Sandoz, uma divisão da Novartis, doou as doses de hidroxicloroquina necessárias para conduzir o estudo.

A previsão é que o estudo dure oito semanas e, se tudo correr bem, os investigadores indicam que prevêem ter resultados no verão.

“Nosso objetivo é interromper a transmissão do COVID-19 na comunidade”, referiu Ruanne Barnabas. E se o medicamento não funcionar, então “os investigadores podem dedicar seu tempo e energia a outras intervenções de prevenção e tratamento”.

“Atualmente, não existe uma maneira comprovada de prevenir o COVID-19 após a exposição”, referiu Anna Bershteyn, investigadora também envolvida no estudo, e acrescentou: “Se a hidroxicloroquina fornecer proteção, ela poderá ser uma ferramenta essencial para combater a pandemia. Se isso não acontecer, as pessoas devem evitar riscos desnecessários ao tomar o medicamento”.

O estudo envolve um investimento de 9,5 milhões de dólares em terapia preventiva pós-exposição para COVID-19 e faz parte de uma iniciativa de 125 milhões de dólares lançada pela Fundação Bill & Melinda Gates Foundation, Wellcome Trust e Mastercard para acelerar o desenvolvimento e o acesso a terapias contra o COVID-19.

A hidroxicloroquina é um medicamento usado desde o início dos anos 50. É usado para prevenir a malária e doenças autoimunes como artrite reumatoide e lúpus. A hipótese é que o medicamento funcione impedindo a entrada do vírus na célula.

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