OMS alerta para ameaças graves à saúde no Médio Oriente

OMS alerta para ameaças graves à saúde no Médio Oriente
OMS alerta para ameaças graves à saúde no Médio Oriente. Foto: ©OMS

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre a situação do conflito no Médio Oriente, divulgado a 30 de abril de 2026, mostra que embora os acordos de cessar-fogo sobre o Irão e o Líbano continuem em vigor, a situação é frágil e o risco persistente de escalada mantém-se, afetando os civis e o acesso a serviços de saúde.

Como referido pela OMS, os sistemas de saúde estão a ser impactados pela escassez de medicamentos e de material, e os impactos na saúde mesmo fora das áreas críticas começam a surgir. No caso do encerramento dos serviços essenciais e de saúde materna estão a ter consequências graves para a saúde das mulheres e das crianças.

No Líbano, muitas instalações de saúde continuam fechadas. No momento, a disponibilidade de material médico permanece estável, sem relatos de escassez crítica imediata. No caso das áreas afetadas pela insegurança e movimentação populacional, verificam-se restrições de acesso, interrupções intermitentes de serviços e aumento da pressão sobre as instalações de saúde.

Entretanto, a OMS indicou que as suas prioridades continuam focadas: em manter o mapeamento de riscos e recursos atualizado; a desenvolver orientações técnicas sobre a proteção comunitária e a comunicação de riscos, incluindo cenários de risco ambiental/relacionados com a saúde; e a manter a coordenação com os parceiros, particularmente no que diz respeito a intervenções de água, saneamento e higiene e de prevenção e controlo de infeções, bem como saúde mental, com foco nas populações deslocadas.

A OMS está a avaliar as necessidades de emergência em curso, incluindo as orientadas para as pessoas que vivem com doenças crónicas, bem como a monitorizar os padrões de deslocação para avaliar o risco e reforçar o planeamento operacional.

Também, continua a monitorizar e a verificar os ataques aos cuidados de saúde como parte do seu mandato principal. Isto permite uma análise atempada e prospetiva para identificar onde os sistemas de saúde estão sob crescente pressão e onde poderá ser necessário apoio direcionado com medicamentos, material médico e de apoio a traumas e outros produtos de saúde essenciais.

Desde o início do conflito, a OMS indicou que já entregou mais de 3 milhões de dólares americanos em material de saúde, com o apoio do Governo dos Emirados Árabes Unidos e da Cidade Humanitária do Dubai, que deverão ter chegado a cerca de 7 milhões de beneficiários através de voos fretados para o Afeganistão e para Gaza, via Egipto e comboios terrestres para o Líbano e Gaza, pelo Egito.