Pneumologistas alertam para perigo invisível: Fumo passivo atinge 2,7 mil milhões de pessoas e está ligado 1,66 milhões de mortes no Mundo

Pneumologistas alertam para perigo invisível: Fumo passivo atinge 2,7 mil milhões de pessoas e está ligado 1,66 milhões de mortes no Mundo
Pneumologistas alertam para perigo invisível: Fumo passivo atinge 2,7 mil milhões de pessoas e está ligado 1,66 milhões de mortes no Mundo.

Ao assinalar, a 26 de setembro, o Dia Europeu do Ex-Fumador, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou para o impacto devastador que o fumo passivo continua a ter na saúde global. Um alerta na sequência de dados de um estudo recente publicado na revista “The Lancet”.

O estudo, que abrangeu 204 países revelou que, em 2023, cerca de 2,71 mil milhões de pessoas continuavam expostas ao fumo ambiental do tabaco, incluindo 1,49 mil milhões de mulheres e 767 milhões de crianças com menos de 15 anos.

“Embora os dados revelem uma redução da prevalência de exposição ao longo dos últimos 30 anos, os investigadores alertam: o número absoluto de pessoas expostas continua muito elevado devido ao crescimento populacional e às desigualdades na implementação das políticas de controlo do tabaco. Em algumas regiões, como a África Subsariana e o Norte de África e o Médio Oriente, o número de pessoas expostas aumentou significativamente”, referiu Daniel Coutinho e Inês Sucena, da SPP.

Os resultados do estudo revelam que apenas em 2023, a exposição involuntária ao fumo do tabaco esteve associada a cerca de 1,66 milhões de mortes e à perda de 44,8 milhões de anos de vida saudável, ajustados por incapacidade (DALYs) à escala global. O estudo, referiu a SPP, também revela que a doença isquémica cardíaca representou a maior fatia da carga global de doença nos adultos, enquanto nas crianças a principal consequência clínica traduziu-se em infeções respiratórias inferiores graves.

A SPP indicou que subscreve a conclusão inequívoca do estudo: não existe um nível mínimo ou seguro de exposição ao fumo passivo. “Mesmo contactos esporádicos e de curta duração aumentam expressivamente o risco de patologias cardiovasculares, respiratórias crónicas e oncológicas”, alertaram os médicos pneumologistas.

Para a SPP, o Dia Europeu do Ex-Fumador é um momento importante para reforçar o apelo: “Quem ainda fuma deve dar o passo decisivo para a cessação tabágica, lembrando que este processo não tem de ser feito sozinho e pode procurar ajuda médica.”