Portugueses lideram investigação do Radiotelescópio SKA

Radiotelescópio MeerKAT e SKA, na Africa do Sul, tem liderança científica portuguesa. São vários os cientistas portugueses envolvidos e o Governo estuda a possibilidade de adesão ao projeto SKA.

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Radiotelescópio SKA
Radiotelescópio SKA. Foto: © SKA

O radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, com 16 antenas, revelou na ‘primeira imagem’ mais de 1300 galáxias num espaço inferior a 0.01% da esfera celeste e onde eram apenas conhecidas 70.

Atualmente o MeerKAT é considerado o melhor radiotelescópio do seu tipo no hemisfério sul e, quando estiver completo com as 64 antenas previstas, até finais de 2017, será o melhor telescópio de rádio do mundo. Mas o MeerKAT é apenas o início de construção do grande telescópio de rádio Square Kilometre Array (SKA), com milhares de antenas e 100 vezes mais sensível do que os atuais radiotelescópios.

O responsável pelo programa científico do grande telescópio de rádio SKA e do MeerKAT é, desde 1 de abril de 2016, o português Fernando Camilo, professor e investigador sénior da Columbia University, em Nova Iorque, e autor do software de recolha de dados utilizado em quase metade das descobertas de pulsares conhecidos no Mundo.

De acordo com comunicado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Portugal está a analisar a possibilidade da adesão formal ao projeto do SKA, mas atualmente são vários os investigadores que já envolvidos no projeto do grande radiotelescópio.

Paulo Freire, formado no Instituto Superior Técnico e hoje “um dos grandes nomes da astronomia mundial na investigação sobre pulsares” que está a participar em três dos Projetos Científicos Principais do SKA. Este investigador do Instituto Max Planck (Alemanha) é titular de um Consolidator Grant do Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês). O grupo de investigação que lidera foi fundamental para o financiamento de 11 Milhões de euros concedidos pelo Max Planck ao projeto MeerKAT do SKA.

Domingos Barbosa do Instituto de Telecomunicações (IT) é outro dos portugueses envolvidos no SKA. O projeto ‘Enabling Green E-Science for Square Kilometer Array’ (ENGAGE SKA), que coordena, foi identificado com alta prioridade no Roteiro de Infraestruturas de Investigação de Interesse Estratégico da FCT, e prevê o teste de protótipos para o SKA em território português e a participação científica e industrial no SKA.

O projeto é uma parceria entre o IT, a Universidade de Aveiro, a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, a Universidade de Évora e o Instituto Politécnico de Beja. Uma parceria que é apoiada pelo Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE.PT) e por um consórcio Industrial de que fazem parte a Active Space Technologies, a Critical Software, a Martifer Solar, a Portugal Telecom, a LC Technologies, a Coriant e a Visabeira, entre outras Pequenas e Médias Empresas.

Mário Santos, formado na Universidade de Lisboa e atualmente Professor na Universidade de Western Cape, na África do Sul, lidera o grupo de Cosmologia do SKA. Miguel Avillez, da Universidade de Évora, participa no grupo que estuda a Nossa Galáxia. João Paulo Barraca, do IT e da Universidade de Aveiro, lidera a incorporação de Tecnologias de Informação na gestão operacional do SKA no Consórcio Telescope Manager.

Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro, é membro do grupo do Berço da vida/Astrobiologia. José Afonso, investigador no projeto ‘On the pathway to SKA: science with the next generation of radio-telescopes’, financiado pela FCT entre 2010 e 2013, e Sónia Antón, ambos da Universidade de Lisboa, participam no grupo Contínuo Extragalático do SKA.

Dalmiro Maia, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, é membro do grupo de Física Solar, Heliosférica e Ionosférica, e as investigadoras Constança Providência e Isaac Vidaña, da Universidade de Coimbra, participam no grupo de Física Fundamental e Pulsares.

Estes são apenas alguns dos investigadores portugueses envolvidos no MeerKAT e no SKA e que foram indicados, em comunicado, pela FCT, mas com a eventual adesão de Portugal ao SKA irá levar a que muitos mais investigadores e empresas portuguesas possam vir a colaborar nos projetos de radiotelescópios.

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