Presidente da República manifesta a necessidade de rigor no processo dos exames nacionais

Presidente da República manifesta a necessidade de rigor no processo dos exames nacionais
Presidente da República manifesta a necessidade de rigor no processo dos exames nacionais. Foto: TV Europa

A digitalização dos exames nacionais numa operação que cobriu todo o país e as todas as disciplinas veio a mostrar diversas lacunas de caracter operacional com transtorno para alunos, encarregados de educação, professores e escolas, e levado a debates envolvendo Governo e partidos políticos.

Face à situação criada o Presidente da República, António José Seguro, numa mensagem colocada no site da presidência refere que “os acontecimentos registados nas últimas semanas no processo de realização e classificação dos exames nacionais geraram uma compreensível preocupação e ansiedade entre milhares de alunos, famílias e professores.”

Dada a natureza dos exames que definem um posicionamento na progressão dos estudos dos estudantes o Presidente da República releva que “num momento particularmente importante da vida académica dos jovens, o Estado tem o dever de assegurar que os procedimentos decorram com rigor, previsibilidade e confiança. Quando surgem falhas ou atrasos, é essencial que sejam reconhecidos, explicados e resolvidos com a maior celeridade e ponderação.”

É o entendimento que o Presidente da República indica que teve “desde o início do processo”, e que “na sequência de várias reuniões e contactos mantidos nos últimos dias”, mas também após a reunião semanal com o Primeiro-Ministro, António José Seguro indica que “reafirma o sentido de exigência que deve pautar todo o processo, com a obrigatória salvaguarda do princípio de igualdade entre todos os alunos e a normalidade e previsibilidade de todo o sistema, em especial no que diz respeito ao concurso de acesso ao Ensino Superior.

Além disso, também lembra que é igualmente importante “retirar desta situação as devidas lições, de modo que os processos de inovação tecnológica sejam acompanhados por mecanismos de prevenção e resposta capazes de evitar a repetição de constrangimentos desta natureza, designadamente no decurso da 2.ª fase dos exames.”

Em face do trabalho desenvolvido pelos diversos intervenientes, o Presidente da República refere que “reafirma a sua confiança na qualidade das escolas portuguesas e no empenho dos professores e demais profissionais da educação, cujo trabalho tem sido essencial para ultrapassar as dificuldades verificadas.”

Conhecedor dos diversos constrangimentos que o processo tem trazido, o Presidente da República “dirige uma palavra de confiança e de solidariedade a todos os estudantes que aguardam a conclusão deste processo, reafirmando que nenhum aluno pode ser prejudicado por dificuldades de natureza técnica ou administrativa alheias ao seu esforço e mérito.”

Para muitos jovens e pais que durante anos fizeram sacrifícios para conseguir um futuro melhor para os seus filhos, este é um momento decisivo que tem de ser concluído com justiça, rigor e respeito por todos”, concluiu o Presidente da República.