Vacina BCG por via intravenosa aumenta proteção contra tuberculose

Estudo de investigação concluiu que a administração da vacina contra a tuberculose, a BCG, por via intravenosa aumenta fortemente a capacidade proteção, em comparação com a administração por via intradérmica.

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Vacina BCG por via intravenosa aumenta proteção contra tuberculose
Vacina BCG por via intravenosa aumenta proteção contra tuberculose. Foto: © Rosa Pinto/trabalhos em laboratório

A tuberculose (TB) é a principal causa de morte em todo o mundo por doença infeciosa. A Bacille Calmette-Guerin (BCG), que foi desenvolvida há um século, é a única vacina que está licenciada contra a tuberculose em todo o mundo.

A BCG administrada aos bebés permite protege-los da TB disseminada, mas é muito menos eficaz na prevenção da TB pulmonar, que é a principal causa de doenças e mortes, em adolescentes ou adultos.

Estudo realizado em macacos rhesus, por uma equipa de investigadores do National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) do National Institutes of Health (NIH), EUA, mostrou que a alteração da dose e a via de administração de intradérmica (ID) para intravenosa (IV) aumenta muito a capacidade da vacina.

Os resultados mostraram uma nova compreensão dos mecanismos de proteção provocada pela BCG contra infeções e doenças por tuberculose. Os resultados vêm ainda apoiar a investigação da administração de BCG por IV em ensaios clínicos para determinar se essa via melhora sua eficácia em adolescentes e adultos.

Para controlar a infeção por Mycobacterium tuberculosis (Mtb) e prevenir doenças clínicas, uma vacina contra a tuberculose deve provocar respostas fortes e sustentadas das células T do sistema imunitário, especificamente as dos pulmões. No entanto, a via padrão, ID, de administração de BCG pode não gerar suficientes células T nos pulmões. Os investigadores levantaram a hipótese de que a administração de BCG por vias IV ou aerossol (AE) ultrapassaria o obstáculo e, portanto, conferiria uma proteção substancialmente melhor contra infeções e / ou doenças, neste cado em macacos rhesus, após o contacto com a Mtb.

Metodologia do estudo

Grupos de animais receberam a vacina BGC por ID, AE ou IV e os investigadores avaliaram as respostas imunes no sangue e no fluido retirado dos pulmões durante um período de 24 semanas após a vacinação. O grupo vacinado com a administração IV teve níveis mais altos e duráveis ​​de células T no sangue e pulmões.

Seis meses após a vacinação, os investigadores expuseram os grupos de macacos rhesus vacinados (ou seja imunizados via ID, AE ou IV) e um grupo de macacos não vacinados a um contacto com a Mtb, introduzindo as bactérias diretamente nos pulmões dos animais, e analisaram o desenvolvimento de infeções e doenças durante três meses.

No final dos seis meses verificram que 9 em cada 10 animais vacinados com BCG via intravenosa foram altamente protegidos; seis não mostraram infeção detetável em nenhum tecido testado e três tinham apenas contagens muito baixas de bactérias Mtb no tecido pulmonar. Todos os animais não vacinados e os imunizados por via de ID ou AE mostraram sinais de infeção significativamente maior.

Conclusões do estudo

Em face dos resultados os investigadores concluíram que a administração da BCG por via intravenosa conferia um grau de proteção sem precedentes num modelo animal de tuberculose grave e “representa um grande passo em frente no campo da investigação de vacinas contra a tuberculose”.

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