Web Summit: Europa não tem mercado único para criar gigantes tecnológicos

EUA e China dominam indústria mundial de tecnologia. A Comissária europeia, Margrethe Vestager, refere na Web Summit que a União Europeia deve tornar o seu mercado mais propício a gigantes da tecnologia, em vez restringir empresas dos EUA e da China.

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Web Summit: Europa não tem mercado único para criar gigantes tecnológicos
Web Summit: Europa não tem mercado único para criar gigantes tecnológicos. Comissária europeia e vice-presidente da Comissão Europeia, Margrethe Vestager. Foto: Rosa Pinto/Arquivo

A comissária europeia e vice-presidente da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, referiu, na sua participação na Web Summit de 2021, que este ano é totalmente digital, que a razão da maioria dos gigantes globais da tecnologia estarem nos EUA e na China deve-se, em parte, ao fracasso da União Europa em construir um mercado único.

Para Margrethe Vestager uma das razões que levou a que não existam grandes empresas tecnológicas na Europa, foi a incapacidade de desenvolvimento um mercado único. Um mercado único que existe na China e nos EUA. Os dois países têm “um harmonioso mercado único e um mercado de capitais muito diferente do que temos na Europa”, referiu a Comissária.

A Europa precisa de melhorar o seu próprio mercado, em vez de tentar opor-se aos EUA e às empresas chinesas. Margrethe Vestager referiu que, embora a Lei de Serviços Digitais da Comissão Europeia, programada para ser apresentada em dezembro, pode incentivar o desenvolvimento de grandes empresas europeias de tecnologia. Com o foco principal da legislação nos cidadãos europeus.

“Resta saber se isso criará gigantes digitais, mas em primeiro lugar o mais importante – os cidadãos de toda a Europa merecem ter prestadores de serviços que cumpram obrigações simples e diretas para fornecerem os seus serviços de uma forma correta. Acho que aqui esse é o primeiro passo mais importante”.

“Então, é claro, cabe-nos a nós descobrir como o mercado se pode desenvolver para que, no próximo capítulo da digitalização, vermos também empresas europeias. Cabe-nos a nós ter sucesso”, e “não é restringindo os outros que nos tornamos bem-sucedidos – é fornecendo as melhores soluções possíveis ”, referiu Margrethe Vestager.

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