
A Banningia arbuti, uma nova espécie de fungo foi identificada e isolada em medronheiros da região de Oleiros, Castelo Branco. A descoberta do fungo é resultado de um estudo de investigação que envolveu investigadores da Micoteca da Universidade do Minho (MUM), em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
O estudo já publicado na revista “International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology” ajuda a valorizar a diversidade ecológica dos fungos, que têm funções essenciais nos ecossistemas.
A investigação microbiológica teve como alvo bagas de medronheiro (Arbutus unedo), uma árvore emblemática da bacia mediterrânica. O fruto é avermelhado, agridoce, rico em compostos bioativos e também é usado em aguardente tradicional.
O género Banningia só tinha uma espécie conhecida no mundo. Agora, o trabalho dos investigadores permitiu, através de análises morfológicas, moleculares e bioquímicas – clarificar cientificamente todo o género, que pertence à família de fungos Saccotheciaceae, ainda pouco estudada.
“Esta descoberta demonstra a importância das coleções microbiológicas na preservação da biodiversidade e o nosso papel como infraestrutura de referência internacional na identificação e no estudo de fungos”, sublinhou, citado em comunicado da Universidade do Minho, Nelson Lima, diretor da Micoteca da Universidade, e presidente da Federação Mundial de Coleções de Culturas Microbianas.
A Micoteca da Universidade do Minho, em Braga, onde a nova espécie de fungo já está depositada, e se encontra disponível para investigação internacional e eventual exploração biotecnológica pela indústria, foi criada há 30 anos.
Uma Micoteca que, recebe, preserva e fornece uma coleção de milhares de fungos. Uma unidade com certificação máxima na área, está dotada de equipamentos de última geração e desenvolve colaborações intensas com o setor científico, biotecnológico, ambiental e da saúde.
Micoteca em Braga possui o estatuto de fiel depositária de microrganismos envolvidos em processos patenteados, conferido pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. É também a sede nacional da Infraestrutura Europeia de Investigação de Recursos Microbianos, apoiada pela União Europeia. Um centro de informação e de formação altamente especializada na área, que contribuiu para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar humano.














