Economia social e empresarial no Clube dos Pensadores com António Tavares e Ricardo Arroja

Economia social e empresarial no Clube dos Pensadores com António Tavares e Ricardo Arroja
Economia social e empresarial no Clube dos Pensadores com António Tavares e Ricardo Arroja. Na imagem Joaquim Jorge, António Tavares e Ricardo Arroja. Foto: DR

A Economia social e empresarial é o tema que irá ser debatido no Clube dos Pensadores (CdP), no dia 19 de Junho de 2026, sexta-feira, pelas 21h30, no Hotel Holiday Inn Porto-Gaia. Uma iniciativa de Joaquim Jorge, fundador do CdP, que para o debate convidou António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto e presidente da mesa da Assembleia-Geral do FC Porto, e Ricardo Arroja economista e consultor de empresas.

Os temas em debate, de grande atualidade, assumem cada vez maior importância nos diversos contextos da nossa sociedade, com a economia social a ganhar peso no setor terciário, mas que para muitos ainda não lhe é reconhecido o estatuto que já merece.

É recomendado que o Estado olhe para os intervenientes na economia social como aliados no combate ao desperdício da gestão e, como refere Joaquim Jorge, “favoreça a implementação de políticas mais amigas do cidadão mais desfavorecido.”

Mas há outros fatores a considerar com implicações diretas na economia social, como é o caso do aumento da esperança de vida, que aponta para além dos 80 anos, ou como refere Joaquim Jorge, de que “podemos começar a falar de uma 4.ª idade e das implicações que daí advêm”.

As cada vez mais sentidas mudanças demográficas e o acentuar da “4ª idade” levará ao foco numa economia ligada à gerontologia social e ao papel da sociedade na garantia de se manter “a qualidade de vida, o envelhecimento activo e a intervenção em problemáticas sociais associadas à longevidade.”

Sobre a economia empresarial há que considerar o país inserido num contexto europeu e global, e olhar para os desafios que lhe são colocados por fatores externos e internos. Tal como refere Joaquim JorgePortugal tem uma administração pública que é pesada” que não é “favorável à iniciativa económica” e que “pelo contrário tende a ser um fator de bloqueio.”

Com reflete o fundador do CdP, com os salários nominalmente baixos e o custo de vida cada vez mais alto, sobretudo em Lisboa e Porto, mais próximo do existente em países do centro da União Europeia, os impactos são visíveis, como o caso do “êxodo de pessoas qualificadas” para o exterior, o que limita ou mesmo impossibilita a inovação e competitividade do tecido empresarial.

Considerando a existência de um Estado viciado numa “panóplia de fundos europeus”, de uso nem sempre claro e de uma execução não atempada às necessidades e às suas próprias regras, como parece existir com a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o repensar a economia social e empresarial estará, com certeza, também, no repensar da intervenção do Estado na economia.