Conselho Europeu quer a retirada total das forças israelitas da Faixa de Gaza

Conselho Europeu quer a retirada total das forças israelitas da Faixa de Gaza
Conselho Europeu quer a retirada total das forças israelitas da Faixa de Gaza. Foto: © OMS

O Conselho Europeu na declaração final da reunião de 18 e 19 de junho de 2026 refere manifestar grave preocupação com “a deterioração da situação em Gaza e na Cisjordânia, incluindo a persistente e devastadora crise humanitária em Gaza”.

Na declaração o Conselho Europeu “exorta Israel a permitir o acesso imediato e sem entraves de ajuda humanitária em grande escala e a distribuição sustentada dessa ajuda em toda a Faixa de Gaza, inclusive por via do Corredor Marítimo de Chipre para complementar as rotas terrestres, e a permitir que as Nações Unidas e as suas agências, assim como as organizações humanitárias, trabalhem de forma independente e imparcial para salvar vidas e atenuar o sofrimento.”

Este assumir do Conselho Europeu não vem acompanhado de qualquer medida que leve Israel a uma nova postura sobre os territórios palestinianos e nesta linha o Conselho Europeu continua, na sua declaração, a exortar “Israel a reabrir os postos fronteiriços de Gaza, bem como o corredor médico entre Gaza e a Cisjordânia, a permitir o acesso dos meios de comunicação social internacionais e a revogar a sua decisão sobre a legislação relativa ao registo das ONG.

O Conselho Europeu mantém a linha de declarativa da sua visão sobre a palestina e “insta Israel a cumprir todas as obrigações que lhe incumbem por força do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário. A proteção da população civil tem de ser permanentemente assegurada.”

É reforçado pelo Conselho Europeu que a União Europeia defende “uma paz abrangente, justa e duradoura assente na solução de dois Estados, em conformidade com as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com dois Estados democráticos, Israel e Palestina, a viver lado a lado em paz dentro de fronteiras seguras e reconhecidas.

O Conselho Europeu defende “a retirada total das forças israelitas da Faixa de Gaza” e “a projeção da Força Internacional de Estabilização temporária, tal como previsto no Plano Abrangente para Pôr Termo ao Conflito em Gaza”, e acrescenta que “a União Europeia rejeita firmemente o anúncio de Israel de que tenciona controlar 70 % do território de Gaza.