No período de verão os animais de companhia estão mais tempo no exterior e muitas vezes acompanham os tutores em férias no campo. Este é também um período do ano que favorece as pulgas, carraças e mosquitos, que podem afetar a saúde e o bem-estar dos animais.
Como indicou, em comunicado a rede de hospitais veterinários, AniCura, em Portugal, estudos recentes mostram que as infestações por pulgas continuam a ser frequentes, com prevalências de 33,6% em cães e 36,5% em gatos. É importante a prevenção antiparasitária ao longo de todo o ano, mas deve assumir especial atenção durante os meses de verão.
Para os médicos veterinários, apesar de muitas vezes serem encarados como um incómodo menor, os parasitas externos podem provocar desconforto significativo e contribuir para o desenvolvimento ou transmissão de diversas doenças.
“As temperaturas mais elevadas e o aumento das atividades ao ar livre criam condições favoráveis à atividade dos parasitas. Embora o risco seja maior nesta época do ano, em Portugal a proteção antiparasitária deve ser mantida durante todo o ano. Muitas vezes, os cuidadores apenas se apercebem da sua presença quando surgem sintomas mais evidentes, mas a prevenção continua a ser a forma mais eficaz de proteção” explicou, citada em comunicado, Beatriz Almeida médica veterinária do AniCura Algarve Hospital Veterinário.
Para os especialistas, em medicina veterinária, deverá estar-se atento a alguns sinais, como é o caso das pulgas, que podem provocar comichão intensa, irritação cutânea e dermatites alérgicas. As carraças, por sua vez, podem fixar-se na pele dos animais após passeios em parques, jardins ou zonas com vegetação. As carraças podem passar despercebidas durante vários dias. Por sua vez, os mosquitos representam um risco adicional por poderem atuar como vetores de determinadas doenças parasitárias.
“O impacto destes parasitas vai muito além do desconforto imediato. Em alguns casos, podem estar associados à transmissão de doenças ou originar complicações que exigem acompanhamento médico-veterinário”, acrescentou Beatriz Almeida.
Os riscos aumentam quando os animais passam mais tempo no exterior, mas os especialistas também alertam que os animais que vivem maioritariamente dentro de casa não estão totalmente protegidos, pois as pulgas, carraças e mosquitos podem entrar facilmente nas habitações ou ser transportados pelos tutores através da roupa, do calçado ou durante os passeios diários.
Para uma melhor proteção dos animais durante o verão, quando as temperaturas e as atividades ao ar livre aumentam, os médicos veterinários recomendam algumas medidas simples para minimizar os riscos associados aos parasitas e a outros problemas frequentes:
- Manter a proteção antiparasitária atualizada, seguindo sempre a recomendação do médico-veterinário;
- Verificar regularmente o pelo, as patas, as orelhas e os espaços interdigitais após os passeios;
- Evitar passeios durante as horas de maior calor;
- Garantir acesso permanente a água fresca e zonas de sombra;
- Limpar regularmente camas, mantas e acessórios do animal;
- Procurar aconselhamento médico-veterinário perante sinais como comichão persistente, alterações cutâneas, apatia, vómitos, dificuldade respiratória ou mudanças de comportamento.
O calor como preocupação
Os parasitas são um dos riscos mais frequentes no verão, no entanto, os especialistas recordam que as temperaturas elevadas podem também representar um perigo para cães e gatos. O sobreaquecimento e golpes de calor continuam a ser situações potencialmente graves, sobretudo em animais mais vulneráveis ao calor, como os braquicefálicos, idosos ou com doenças pré-existentes.
“Com medidas preventivas simples e acompanhamento regular, é possível reduzir significativamente muitos dos riscos associados ao verão e garantir que esta seja uma época segura para os animais de companhia”, conclui médica veterinária Beatriz Almeida.















