
Depois de quase 20 séculos da sua escrita, o Grupo de Teatro TapaFuros leva ao palco a obra “O Burro de Ouro”. Uma companhia que se dedica ao estudo e à preservação das obras latinas, utilizando o Teatro como veículo privilegiado de salvaguarda deste património imaterial.
A obra atribuída ao autor romano Lúcio Apuleio, que provavelmente a terá escrito entre os anos 160 e 170 na atual era “O Burro de Ouro” constitui uma das obras mais relevantes da literatura clássica e o único romance latino conservado integralmente, é colocado em cena numa adaptação de Fátima Monteiro e Jacinto Bettencourt.
Para Grupo de Teatro TapaFuros a peça de teatro que tem encenação de Rui Mário, música original de Pedro Hilário e interpretação por Célia Teixeira, Francisco Sousa, Luís Lobão, Lukyan Antunes e Susana João, faz parte do compromisso na revitalização da herança clássica, transformando o legado literário da Antiguidade numa experiência artística viva, pedagógica e acessível ao público em geral.
Um trabalho que conta para a sua concretização, com a parceria da Associação Clenardus – Promoção e Ensino da Cultura e Línguas Clássicas, que é por uma rede de professores dos ensinos secundário e universitário, mas que também integra arqueólogos e historiadores, e que defende uma abordagem interdisciplinar como pilar fundamental do conhecimento histórico.
O projeto de levar “ O Burro de Ouro” ao palco teve o empenhamento da Associação tal como ocorre no apoio a instituições públicas e privadas, estabelecimentos de ensino, docentes e estudantes no desenvolvimento de outros projetos dedicados à Antiguidade, e assim, contribuir para garantir a democratização do acesso às línguas e culturas clássicas, numa partilha rigorosa deste saber milenar.
“O Burro de Ouro” estará em cena de 1 a 30 de Agosto de 2026, no Museu Arqueológico de São Miguel Odrinhas, Sintra. Sábados e Domingos às 18 horas.
Adaptada a teatro, a narrativa acompanha Lúcio Apuleio, um homem cuja curiosidade o conduz a uma inesperada transformação em burro. Ao longo do percurso para recuperar a sua condição humana, a personagem na obra enfrenta múltiplas experiências, cruza-se com diferentes figuras e vive um conjunto de episódios marcados pelo humor, pela aventura e pelo inesperado.
Numa combinação entre fantasia, comicidade e observação crítica da sociedade, do seu tempo, esta reinterpretação dramatúrgica oferece também um testemunho singular do imaginário e da cultura do mundo romano. Entre os seus episódios mais emblemáticos destaca-se a célebre narrativa de Eros e Psique, uma das histórias mais marcantes da tradição clássica.
Mais do que um relato de aventuras, “O Burro de Ouro” permanece como uma obra intemporal, capaz de continuar a dialogar com os públicos contemporâneos através dos seus temas universais e da riqueza do seu património literário.
Ficha Artística e Técnica
- Texto: Lúcio Apuleio
- Tradução: Delfim Leão
- Adaptação: Fátima Monteiro e Jacinto Bettencourt
- Encenação: Rui Mário
- Música Original: Pedro Hilário
- Interpretação: Célia Teixeira, Francisco Sousa, Luís Lobão,
- Lukyan Antunes e Susana João
- Cenografia e adereços: Júlio Almas
- Desenho e construção de figurinos: Sónia Marques e Xana Capela
- Grafismo: Adriano Lopes
- Fotografia: Sérgio Santos
- Produção executiva: Sérgio Moura Afonso
- Produção: Teatro TapaFuros
- Promotor: Câmara Municipal de Sintra/ MASMO
- Duração: 60 Minutos
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