A previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) é de que a partir de 23 de agosto, e durante os próximos dias, possa ocorrer uma alteração significativa das condições meteorológicas no território continental, “devido à influência de um vale em altitude, localizado a oeste do território, e de sistemas depressionários, associados à passagem de sistemas frontais.”
A previsão é da ocorrência de precipitação, com início no dia 23 de agosto (domingo), “por vezes forte e persistente, e na segunda e quarta-feira, com maiores acumulações na região Noroeste, em especial no Minho e Douro Litoral.”
É esperado que o vento seja, “por vezes, moderado do quadrante sul, com possibilidade de rajadas em conjugação com períodos de trovoada e chuva forte. Na segunda-feira, prevê-se ainda agitação marítima, com ondas entre 2 e 2.5 m na costa ocidental.”
No entanto, as temperaturas deverão manter-se amenas, mas abaixo dos valores habituais para a época.
Efeitos expetáveis
Neste quadro de precisões meteorológicas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indica que são expectáveis os seguintes efeitos:
■ A ocorrência de inundações em zonas urbanas, devido à acumulação de águas pluviais, potenciada pela obstrução dos sistemas de escoamento;
■ A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
■ Arrastamento de inertes e outros materiais para as vias rodoviárias;
■ Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água, com consequente redução das condições de segurança na circulação rodoviária;
■ Contaminação de fontes de água potável por inertes provenientes de áreas afetadas por incêndios rurais;
■ Acidentes na orla costeira, associados à agitação marítima.
Medidas Preventivas
A ANEPC lembra que o impacto dos efeitos poderá ser minimizado através da adoção de comportamentos adequados, particularmente nas zonas historicamente mais vulneráveis, e para isso recomenda:
■ Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e a retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou dificultar o normal escoamento da água;
■ Não atravessar zonas inundadas, a pé ou com veículos, devido ao risco de arrastamento e de queda em buracos, depressões do pavimento ou caixas de esgoto abertas;
■ Retirar das zonas habitualmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens, colocando-os em locais seguros;
■ Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
■ Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, devido à possibilidade de queda de ramos e árvores, durante os períodos de precipitação e vento forte;
■ Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias e à redução de visibilidade;
■ Evitar a exposição desnecessária à agitação marítima, particularmente junto a arribas, praias, molhes e outras zonas costeiras vulneráveis;
■ Acompanhar as informações meteorológicas e cumprir as orientações da Proteção Civil e das Forças de Segurança.














