Presidente da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu apela à libertação do político Tundu Lissu da Tanzânia

Presidente da Comissão das Relações Estrangeiras do Parlamento Europeu apela à libertação do político Tundu Lissu da Tanzânia
Presidente da Comissão das Relações Estrangeiras do Parlamento Europeu apela à libertação do político Tundu Lissu da Tanzânia. Foto: ©UE

O eurodeputado, David McAllister, presidente da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu, afirma em declaração que Tundu Lissu, da Tanzânia, um dos finalistas ao Prémio Sakharov de 2026, “foi considerado culpado de incitação pelos tribunais da Tanzânia” e “absolvido da acusação de traição.”

“A perseguição a uma figura da oposição é um ataque direto aos princípios democráticos e ao direito fundamental à dissidência. Acusar um líder da oposição de traição por declarações feitas num comício político sobre a interrupção de uma eleição é uma restrição grosseiramente desproporcional à liberdade de expressão, que não pode ser justificada”, declarou David McAllister.

Tundu Lissu foi reconhecido pela “corajosa luta pela liberdade de pensamento e pelos valores democráticos”, mas agora “sofreu um julgamento injustificado e politicamente motivado, que resultou em mais de 500 dias de prisão.”

Uma detenção que foi considerada arbitrária pelo Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária, o que neste caso evidencia ainda mais a injustiça.

David McAllister lembrou que “em 27 de novembro de 2025, o Parlamento condenou, em resolução sobre o caso de Tundu Lissu, a detenção arbitrária e politicamente motivada e exigiu a sua libertação imediata e incondicional. Hoje, reitero o apelo pela sua libertação.”