A raiva é um vírus que pode infetar qualquer mamífero e causar uma doença neurológica fatal. Atualmente, devido a uma longa história de vacinação de animais de estimação, programas de controlo animal e vigilância, sobretudo nos EUA como na Europa, os casos de raia em humanos já não é frequente.
Mas a raiva continua a ser uma preocupação de saúde pública. Em setembro, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA alertaram para um aumento incomum nos relatos de pessoas expostas a animais com raiva ou potencialmente com raiva.
Para Meera Gatlin, do Departamento de Doenças Infeciosas e Saúde Global da Escola de Medicina Veterinária Cummings, da Universidade Tufts, é recomendável que as pessoas recebam tratamento pós-exposição a um animal se potencial portador de raiva.
Entretanto, a especialista referiu que “a raiva é evitável” e indicou uma abordagem para proteger toda a família.
Como se propaga a raiva?
A raiva geralmente espalha-se quando a saliva de um animal infetado entra no corpo através de uma mordidela, arranhão ou contacto com os olhos, boca ou ferida aberta.
Globalmente, os cães são a espécie mais comum transmissora da raiva. No entanto, os EUA erradicaram a variante do vírus transmitida por cães através da vacinação de animais de estimação e outros esforços para controlar a população de cães de rua.
Mas cães, pessoas e outros animais podem contrair raiva devido à exposição a diferentes estirpes que circulam entre determinadas espécies da vida selvagem.
Como proteger da raiva?
Manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia é uma das melhores maneiras de proteger tanto os animais como as pessoas. Também existem vacinas aprovadas para furões, cavalos, ovelhas e outro gado.
Pessoas em que o trabalho ou as viagens as colocam em maior risco, incluindo o caso de veterinários, profissionais de reabilitação de animais selvagens e alguns trabalhadores de laboratório, podem ser aconselhadas a receber uma vacina antirrábica.
Para a maioria das pessoas, a maneira mais simples de reduzir o risco é evitar tocar ou alimentar animais selvagens e manter os animais de estimação também longe desses animais. Se um animal selvagem estiver a viver perto da casa, as crianças e os animais de estimação devem ser mantidos afastados.
Os morcegos representam um risco?
Nos locais com morcegos podem entrar em casa com facilidade, e as mordidelas podem ser tão pequenas que pode não se dar por elas. No caso de uma mordida por um morcego a situação deve ser avaliada de imediato por um médico.
Como tratar as suspeitas ou confirmações de exposição à raiva em humanos?
A raiva pode ser prevenida após a exposição com profilaxia pós-exposição imediata, após avaliação por médico. O tratamento inclui cuidados com a ferida, imunoglobulina antirrábica quando indicada e uma série de vacinas antirrábicas. O tratamento deve ser administrado antes do desenvolvimento dos sintomas. Uma vez que se os sintomas começam, a raiva é quase sempre fatal.
Como as pessoas podem manter-se seguras durante viagens?
Existe disponível uma lista de mais de 100 países onde a raiva ainda é comum em cães. Assim, não é possível saber se um cão é saudável ou se está vacinado. Assim, numa situação de risco de exposição deve ser consultado um médico para saber da oportunidade de ser vacinado.
No caso de um animal de estimação não vacinado ser exposto a animais selvagens?
A raiva pode levar semanas ou meses para causar sintomas. Normalmente um cão ou gato não vacinado terá um período de quarentena e isolamento muito mais longo (alguns meses, aproximadamente) em comparação com um animal de estimação com a vacinação antirrábica em dia (algumas semanas, aproximadamente).
A vacinação de animais de estimação é importante?
As vacinas são vítimas do próprio sucesso: controlaram doenças evitáveis tão bem que muitas pessoas nunca viram os graves efeitos da falta de vacinação.
A vacinação de animais de estimação continua a ser essencial para manter o baixo risco de raiva. Assim, se não há a certeza do animal não estar vacinado, deve ser consultado um médico veterinário a haver uma avaliação sobre benefícios e riscos.















