Algoritmo determina estado civil de utilizadores de redes sociais

Investigadores da Rússia e de Singapura desenvolveram um algoritmo que prevê o estado civil dos utilizadores de redes sociais. A precisão do algoritmo é de 86% quando usa três redes sociais. O algoritmo deu Donald Trump como solteiro.

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Utilizadores de redes sociais
Utilizadores de redes sociais. Foto: DR

Matemáticos da Universidade de ITMO em São Petersburgo, na Rússia, e da Universidade Nacional de Singapura, desenvolveram um algoritmo que prevê condições de perfil de utilizadores das redes sociais.

Os cientistas aplicaram o algoritmo a Donald Trump, atual Presidente dos Estados Unidos, que como se sabe é casado, mas o algoritmo deu-o como sendo solteiro. De acordo com os cientistas a inconsistência surgiu devido a que Donald Trump e seus assistentes usam o Twitter como se fosse solteiro. O estudo foi apresentado na Conferência AAAI sobre Inteligência Artificial, em San Francisco, que decorreu de 4 a 9 de fevereiro.

No estudo, os investigadores concentraram-se numa característica dos utilizadores das redes sociais, – o estado civil, e combinaram os dados do Twitter, Instagram e Foursquare. Neste caso o algoritmo foi capaz de prever o a caraterística do individuo com precisão de 86%, ou seja 17% mais do que quando se usa apenas uma rede social.

Andrey Filchenkov, investigador do Departamento de Tecnologia de Computadores da Universidade ITMO, aplicou o algoritmo às ‘contas’ do twitter de Barack Obama e de Donald Trump. Com base nos dados recolhidos, o algoritmo confirmou o estado civil de Barack Obama, mas concluiu que Donald Trump é solteiro.

Esta incoerência pode ser explicada pelo facto de não ser o próprio Donald Trump a atualizar suas contas da rede social, pois “nós todos sabemos que é casado, e a esposa é Melania”, referiu o investigador, citado em comunicado da Universidade ITMO. “Mas neste caso, estamos a verificar se todos os assistentes de Donald Trump são ou não casados. Neste caso o algoritmo não deu a situação de Donald Trump mas de quem dirige a sua ‘conta’ na rede social.

Kseniya Buraya, coautora do estudo e investigadora do Laboratório Internacional de Tecnologias de Computação da Universidade ITMO, está a estudar na Universidade Nacional de Singapura, abordagens para descrever a personalidade humana através de redes sociais. A investigadora processa os dados de utilizadores com o algoritmo e adapta a informação ao Myers-Briggs Type Indicator (MBTI), uma escala de tipos psicológicos baseada em teses de Jung.

A Universidade ITMO esclarece que “a escala descreve um individuo em função de como interage com o mundo que, por sua vez, é mais fácil de aprender com as medias sociais”. Por sua vez Kseniya Buraya explica que “muitas fontes científicas associam o tipo psicológico de um individuo com o seu estado civil”. Este foi o elemento usado para verificar “com que precisão podemos prever esta condição para podermos usá-la para fazer no futuro retratos psicológicos dos indivíduos”.

O perfil do utilizador das redes sociais pode, de acordo com os cientistas, ter uma ampla gama de aplicações. Por exemplo, os gestores de recursos humanos podem aprender mais sobre as pessoas que estão a candidatar-se um emprego, ou o conhecimento de personalidade, através da atividade nas redes sociais, poderá ajudar a descobrir grupos ilegais, bem como encontrar pessoas propensas a depressão ou suicídio e, nesse caso, apoiá-las.

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