As 5 inovações para os próximos 5 anos prevista pela IBM

Investigadores da IBM estão a desenvolver tecnologias ligadas à alimentação. As inovações envolvem áreas como as sementes, as colheitas, segurança dos alimentos na rede alimentar, segurança dos alimentos à mesa e reciclagem do lixo.

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As 5 inovações para os próximos 5 anos prevista pela IBM. Foto: DR

A IBM revelou as previsões das cinco inovações científicas e tecnológicas que devem ocorrer nos próximos 5 anos. As “5 in 5” foram divulgadas no Think 2019, o evento anual da multinacional dedicado às mais recentes inovações e tendências tecnológicas, que decorre até 15 de fevereiro, em São Francisco, nos EUA

A IBM divulgou que para dar resposta aos desafios ao crescente aumento da população mundial e ao esgotamento do ecossistema alimentar, os investigadores da multinacional estão a trabalhar em cinco tecnologias, baseadas em IA, blockchain, IoT e cloud, para mudar radicalmente a cadeia de abastecimento alimentar nos próximos 5 anos.

As 5 inovações para os próximos 5 anos estão ligadas às seguintes temáticas:

1.Às sementes – Um gémeo digital da agricultura vai ajudar a alimentar uma população crescente recorrendo a menos recursos

Como fazer com que um agricultor que nunca teve conta no banco tenha acesso a um crédito? Digitalizando e capturando todos os detalhes do processo agrícola, desde a qualidade do solo, às competências de condução de um trator, até ao preço do melão vendido no mercado. Conhecido como Digital Twin e recorrendo à Inteligência Artificial (IA), nos próximos cinco anos, será possível utilizar estes dados para prever com precisão o rendimento das colheitas, ajudando os agricultores na sua expansão.

2.Às colheitas – A Blockchain irá impedir que os alimentos sejam desperdiçados

Prevê-se eliminar muitos dos custos desconhecidos no processo de produção alimentar. Dos agricultores aos fornecedores, cada participante no processo de produção irá saber exatamente a quantidade que deve plantar, encomendar e enviar. O desperdício alimentar irá diminuir substancialmente e os produtos que chegam aos supermercados serão mais frescos – assim que se combine a tecnologia Blockchain, com dispositivos de IoT e algoritmos de IA.

3.Às prateleiras – Mapear o microbioma irá proteger-nos das bactérias prejudiciais

As autoridades de segurança alimentar vão ganhar um novo superpoder: a capacidade de entender a forma como milhões de micróbios coexistem ao longo da cadeia de abastecimento alimentar. Estes micróbios – alguns saudáveis para consumo humano, outros não – são regularmente introduzidos em alimentos agrícolas, fábricas e mercearias. Com uma nova técnica que permite analisar de forma rápida e de baixo custo o comportamento dos micróbios presentes em toda a rede alimentar, iremos assistir a uma melhoria significativa na segurança do que consumimos.

4.À mesa – Sensores de IA irão detetar agentes patogénicos alimentares em casa

Os agricultores, os processos de produção e os pontos de venda – em conjunto com os milhões de utilizadores domésticos – vão poder detetar sem esforço as bactérias perigosas dos alimentos. Para isso, apenas irão precisar de um telemóvel ou outro dispositivo com sensores de IA. Os investigadores da IBM estão a criar poderosos sensores de inteligência artificial que permitem detetar agentes patogénicos transmitidos por alimentos. Estes sensores de bactérias móveis podem acelerar o resultado de um teste de agentes patogénicos, que antes demorava dias, para segundos, permitindo que os indivíduos detetem a existência de E. coli ou Salmonellas prejudiciais à saúde, em qualquer ponto da cadeia alimentar.

5.Ao lixo – Um novo processo de reciclagem radical irá dar uma nova vida ao plástico antigo.

A eliminação de resíduos e a criação de novos plásticos serão completamente transformados. Tudo, desde pacotes de leite ou caixas de bolachas, a sacos do supermercado ou até roupas, será reciclável. As empresas de fabrico de poliamida serão capazes de reciclar o tecido e transformá-lo, conferindo-lhe uma nova utilidade. Esta transição será impulsionada por inovações como o VolCat, um processo catalisador que digere certos plásticos (chamados poliamida) numa substância que pode ser alimentada diretamente nas máquinas de fabrico de plástico e fazer novos produtos.

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