Coronavírus encontrado no sémen de pacientes de COVID-19

Investigação mostra existência do coronavírus SARS-CoV-2 no sémen de pacientes de COVID-19 e que este mantém capacidade de infetar outras pessoas. O conselho é evitar qualquer tipo de contacto íntimo com pessoas com sintomas ou expostas à COVID-19.

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Coronavírus encontrado no sémen de pacientes de COVID-19
Coronavírus encontrado no sémen de pacientes de COVID-19

Estudo de investigação mostra a presença do novo coronavírus no sémen de pacientes de COVID-19, quer em doentes em estado agudo de infeção como em doentes em recuperação.

Os investigadores referem que mesmo que o vírus não se possa replicar no sistema reprodutor masculino, ele pode persistir, possivelmente resultante da imunidade privilegiada dos testículos. Trata-se de uma descoberta considerada importante, “principalmente no que diz respeito ao vírus que podem causar alta mortalidade ou morbidade, como o SARS-CoV-2”.

O estudo é considerado limitado dado que envolveu poucos pacientes e o seguimento subsequente tão foi curto. Os investigadores consideram que são necessários mais estudos com relação às informações detalhadas sobre o vírus, nomeadamente o tempo de sobrevivência e a concentração no sémen.

No estudo já publicado na JAMA Network, os investigadores, entre os quais Diangeng Li, Meiling Jin, e Pengtao Bao, referem que a se provar que a SARS-CoV-2 pode ser transmitido sexualmente, então a transmissão sexual pode ser uma parte crítica da prevenção da transmissão, principalmente devido ao facto do SARS-CoV-2 ter sido detetado no sémen de pacientes em recuperação.

Enquanto não estiver cientificamente comprovado que não há transmissão os investigadores aconselham que “a abstinência ou o uso de preservativo possa ser considerado um meio preventivo para os pacientes” de COVID-19 em fase de recuperação.

É considerado ainda que o não contacto com a saliva e o sangue do paciente pode não ser suficiente, uma vez que a sobrevivência do SARS-CoV-2 no sémen de um paciente em recuperação mantém a probabilidade de infetar outras pessoas.

Michelle DallaPiazza, especialista em doenças infeciosas da Faculdade de Medicina da Universidade de Rutgers – New Brunswick, Nova Jersey, EUA, referiu que são necessários estudos de maior dimensão para uma melhor avaliação, no entanto, considera que “embora não se saiba se a COVID-19 pode ser transmitida sexualmente, é aconselhável evitar qualquer tipo de contato íntimo com pessoas que possam ter sintomas ou que foram expostas à COVID-19”.

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