Daniel Bastos apresenta “Terras de Monte Longo” em Paris

Em Paris, no centro de uma Europa marcante na emigração portuguesa, Daniel Bastos apresentou a mais recente obra “Terras de Monte Longo”. Um livro que é um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal de meados dos anos 70.

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Apresentação do livro
Apresentação do livro "Terras de Monte Longo", em Paris. Da direita para a esquerda: Julien dos Santos, do “Portologia”; Paulo Pisco, deputado do círculo da Europa; Daniel Bastos, escritor; Manuel Pinto Lopes, empresário, e Parcídio Peixoto, presidente da Associação Memória das Migrações. Foto: DR

Daniel Bastos apresentou o seu mais recente livro “Terras de Monte Longo” na capital francesa. A obra do escritor e historiador foi concebida a partir do espólio de um dos mais “aclamados” fotógrafos portugueses, José de Andrade (1927-2008). Um fotógrafo de renome internacional, premiado e exposto em vários cantos do mundo.

A apresentação da obra decorreu no “Portologia“, um dos novos espaços de referência da comunidade portuguesa em Paris, e contou com o deputado eleito pelo do círculo da Europa, Paulo Pisco, que salientou o percurso dedicado e próximo do historiador Daniel Bastos na promoção das Comunidades Portuguesas.

“Terras de Monte Longo” é uma edição trilingue em português, francês e inglês com prefácio do conhecido fotógrafo franco-haitiano que imortalizou a história da emigração portuguesa, Gérald Bloncourt.

Na apresentação do livro, que contou com a colaboração da Associação Memória das Migrações, o empresário Manuel Pinto Lopes destacou o contributo da obra na valorização do passado e memória coletiva do interior norte de Portugal.

A obra esboça um retrato histórico conciso e ilustrado do interior norte de Portugal em meados dos anos 70, através de imagens, até aqui inéditas, que José de Andrade captou nessa época em povoados rurais entre o Minho e Trás-os-Montes.

É numa leitura de imagens, como repórter “presente” que o historiador aborda as memórias do passado, que não sendo muito distantes, também em parte são suas, do Portugal profundo e rural numa transição de ditadura para a democracia, um período fundamental da história contemporânea portuguesa, marcado por décadas de carências, isolamento, condições de vida duras e incontáveis episódios de emigração “a salto”.

Para a realização do livro, o autor, investigador de uma nova geração de historiadores, com percurso alicerçado no seio da Lusofonia teve o apoio do Centro Português de Fotografia, instituição pública que assegura a conservação, valorização e proteção legal do património fotográfico nacional.

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