Eurodeputados rejeitam prolongar medidas de deteção voluntária de abuso sexual de crianças online

Eurodeputados rejeitam prolongar medidas de deteção voluntária de abuso sexual de crianças online
Eurodeputados rejeitam prolongar medidas de deteção voluntária de abuso sexual de crianças online. Foto: Rosa Pinto

O Parlamento Europeu votou contra o prolongamento da exceção provisória que permite que prestadores de serviços voluntariamente detetem abusos sexuais de crianças online. Assim, os eurodeputados rejeitaram a proposta da Comissão Europeia de prolongar a autorização existente relativa à Diretiva Privacidade Eletrónica.

O objetivo da prorrogação era prosseguir as medidas temporárias enquanto continuam as negociações sobre um quadro jurídico a longo prazo para prevenir e combater o abuso sexual de crianças na Internet.

A posição do Parlamento Europeu, adotado em 11 de março de 2026, era favorável à prorrogação das medidas por um período mais curto (até agosto de 2027) do que a proposta da Comissão Europeia e com um âmbito de aplicação mais restrito, para assegurar que as medidas continuam a ser proporcionais e direcionadas.

As negociações com o Conselho da União Europeia sobre a proposta não conduziram a um acordo. Assim, o regulamento provisório caducará após 3 de abril de 2026.