Hyundai i30 1.4 TGDi DCT-140CV em análise

Depois da versão 1.0 TGDi a chegada da nova versão 1.4 TGDi do Hyundai i30 desperta a curiosidade, sobretudo pela caixa de dupla embraiagem. Jorge Farromba experimentou este novo modelo i30 e descreve aqui as suas principais impressões.

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Hyundai i30 1.4 TGDi DCT-140CV
Hyundai i30 1.4 TGDi DCT-140CV. Foto: DR

A cada lançamento que efetua a Hyundai não para de surpreender, pela positiva. Mais uma vez, o Hyundai i30 não deixa ninguém indiferente. Sujeito a uma cura de rejuvenescimento e de peso, surge com redobrados argumentos. E se, esteticamente aprecio mais o desenho da traseira que da dianteira não é por esta última, ser menos conseguida. Trata-se simplesmente de um gosto pessoal. A grelha em forma de cascata e os faróis de led são imagem de marca da Hyundai

Em termos de design exterior, este segue as linhas bem conseguidas do VW GOLF e do Opel Astra, com um design fluído, desportivo q.b. com formas mais quadradas que redondas.

No interior, amplo destaque para o espaço, tanto à frente como atrás, para o bom acesso a qualquer um dos bancos e sobretudo para a boa posição de condução conseguida à custa de um banco com bom suporte lateral e alinhado com o volante e pedais.

Tal como outros construtores, a Hyundai desenha toda uma estrutura técnica que serve todos os modelos do grupo e, isso é visível quando conduzimos um Santa Fé ou um I30 ou outro qualquer modelo da marca. Todos os comandos, a usabilidade, os botões, e todas as funcionalidades estão no mesmo local e operam do mesmo modo. Isto é extremamente útil tanto para o cliente como para a marca, sendo que, para o primeiro não existe a resistência à mudança de modelo para modelo e consequente curva de aprendizagem, para a marca, qualquer alteração ou atualização é realizada do mesmo modo em todos os modelos, com a consequente redução de custos.

O destaque do I30, como de outros modelos da marca, vai claramente para a segurança, e isso é bem visível na extensa lista de equipamento de série, que ajuda, e muito, o condutor e previne o risco de acidentes. Somente para citar alguns exemplos, lembramos a excelente câmara traseira de estacionamento com sensores, o sistema de alerta involuntário de saída da faixa de rodagem com correção automática da trajetória, e que nos permite, desde que colocada uma mão no volante, fazer um percurso em estrada com o sistema a manter-nos na faixa de rodagem, o sistema autónomo de travagem de emergência, o sistema wireless de carregamento do telemóvel, o bom sistema de navegação, incluído no ‘tablet’ suspenso no tablier, ao melhor estilo Mercedes Classe A, e que não sendo lá muito estético, enquadra-se no campo de visão do condutor, controlo automático dos máximos e o sistema de alerta de mudança de faixa de rodagem no retrovisor com aviso luminoso e sonoro.

Esta indumentária de funcionalidades, hoje em voga, remete os botões para o volante, o ABS, o ESP, o controlo dinâmico de travagem, entre outros, já para um segundo plano é demonstrativo da evolução que as marcas estão a realizar no domínio da prevenção de acidentes.

Num ambiente real é fácil compreender e avaliar que os equipamentos são uma enorme mais-valia, e que hoje em dia já não faz sentido viver sem eles. Talvez, se fosse possível, considerar em qualquer marca, todos estes sistemas, ainda em muitos casos opcionais nas viaturas, não serem fiscalmente taxados pelo Estado com impostos, seria um enorme contributo em prol da segurança, reduzindo desta forma despesas de saúde que estão associadas à falta de segurança. Esta isenção de impostos seria um claro incentivo ao condutor para os colocar na viatura. Fica a sugestão.

Em termos dinâmicos o i30 revela o bom caminho que a marca traçou neste domínio, onde ombreia com outras reputadas marcas. Conforto, qualidade de construção, comportamento e dinâmica de condução são atributos do modelo. Podemos discutir o gosto da direção ser mais leve neste modelo que noutros, mas nada que interfira com a segurança, a maneabilidade ou o comportamento. A precisa e bem escalonada caixa de 6 velocidades conduzem o i30 estrada fora e com os seus 140 CV a fazerem-se sentir rapidamente com um ESP pouco intrusivo mas presente, com um modelo no qual é fácil percecionar os seus limites, confortável nos vários pisos e ligeiramente ruidoso no rolamento em estrada. Se o motor não é intrusivo, já o rolar dos pneus podia ser melhor conseguido.

O interior, mercê de uma boa escolha de materiais, apresenta-se com grande qualidade de construção e com poucos plásticos rijos, sendo a montagem no conjunto equilibrada. A bagageira com cerca de 395 litros, que à primeira vista parece curta, pelo alçapão que também ali possui e ainda dois pequenos espaços laterais para mais bagagem, depois de carregada percebe-se que é mais a aparente que real a exiguidade da bagageira.

Em termos de versões o i30 enfrenta o mercado com a Versão Confort, Confort+ e o Style. A versão de ensaio era limitada para o lançamento do modelo no mercado nacional e possuía por isso um acréscimo de equipamento mas que valia a pena.

Em termos de consumo e preço não é fácil baixar dos 7,6 litros ou dos 8,3 litros por cada 100 km, num motor que nos contagia para ser utilizado. O preço inicia-se nos 21.400 euros da versão 1.0 de 120Cv até aos 28.700 euros da versão 1.4 TGDI com caixa automática e máximo de equipamento e que termina nos 31.600 euros para idêntica versão com motor 1.6 diesel e totalidade de equipamentos (Launch Edition).

Autor: Jorge Farromba

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