Meditação reduz ansiedade e melhora saúde cardiovascular

Investigação da Universidade Tecnológica de Michigan concluiu que uma única sessão de meditação Mindfulness pode ajudar, em adultos, a reduzir a ansiedade e diminuir os marcadores de risco cardiovascular.

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Meditação reduz ansiedade e melhora saúde cardiovascular
Meditação reduz ansiedade e melhora saúde cardiovascular. Foto: Rosa Pinto

Numa única sessão de meditação, adultos com ansiedade leve a moderada, podem ter benefícios cardiovasculares e psicológicos. A conclusão é de um estudo da Universidade Tecnológica de Michigan, nos EUA.

O estudo é apresentado por John Durocher, da equipa de investigadores da Universidade Tecnológica de Michigan, em San Diego, na reunião de Biologia Experimental de 2018, em 21 a 25 de abril, onde são esperadas mais de 14 mil pessoas. O estudo incidiu sobre a Meditação Mindfulness ou atenção plena, e sua capacidade de reduzir a ansiedade nas pessoas.

A “Meditação Mindfulness reduz a carga pulsátil da aorta e a ansiedade leve e moderada em adultos”, concluíram os investigadores John Durocher, Hannah Marti, Brigitte Morin e Travis Wakeham, e explicam que verificaram que ao fim de 60 minutos de meditação, os 14 participantes envolvidos no estudo, mostraram menor frequência cardíaca de repouso e redução da carga pulsátil da aorta, ou seja, a quantidade de mudança na pressão arterial entre a diástole e a sístole de cada batimento cardíaco multiplicada pela frequência cardíaca.

Os investigadores verificaram ainda que mesmo uma semana depois, o grupo de participantes apresentava níveis de ansiedade mais baixos do que os níveis anteriores à meditação.

Uma hora de meditação permite reduzir a ansiedade e alguns dos marcadores de risco cardiovascular.

Investigação tem documentado que a meditação ao longo de várias semanas reduz a ansiedade, mas tem havido poucas investigações sobre os benefícios de uma única sessão de meditação. A equipa de John Durocher procurou entender o efeito da atenção plena aguda na cognição e no sistema cardiovascular para melhorar a maneira como são projetadas as terapias e intervenções contra a ansiedade.

O estudo projetado pelo investigador Hannah Marti incluiu três sessões:

Uma sessão de orientação durante a qual os investigadores mediram a ansiedade usando o Beck Anxiety Inventory (BAI) e realizaram testes cardiovasculares medindo a variabilidade da frequência cardíaca, a análise da pressão arterial em repouso e das ondas de pulso;

Uma sessão de meditação que incluiu a repetição dos testes cardiovasculares e a meditação mindfulness, com 20 minutos de meditação introdutória, 30 minutos de exame corporal e 10 minutos de meditação autoguiada, e a repetição das medidas cardiovasculares imediatamente após a meditação e 60 minutos depois;

Um teste de ansiedade pós-meditação, uma semana depois.

Durante uma análise ao corpo, é pedido ao participante para se concentrarem intensamente, de cada vez, numa parte do corpo, começando nos dedos dos pés. Ao concentrar-se em partes individuais do corpo, uma pessoa pode treinar a mente para orientar a atenção, de um momento para o outro, para uma perceção mais detalhada.

Hannah Marti referiu: “O objetivo de uma análise ao corpo é que, uma pessoa pode-se concentrar numa única parte do corpo, (apenas no dedo do pé), e isso tornará muito mais fácil lidar com o stresse na vida. A pessoa pode aprender a concentrar-se numa parte, em vez de valorizar tudo na vida”.

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