Painel de Avaliação da Justiça na UE mostra haver melhorias no sistema de justiça

Painel de Avaliação da Justiça na UE mostra haver melhorias no sistema de justiça
Painel de Avaliação da Justiça na UE mostra haver melhorias no sistema de justiça

A edição de 2026 do Painel de Avaliação da Justiça na União Europeia (UE) mostra haver uma melhor perceção da independência e eficiência dos sistemas judiciais. O relatório mostra o papel essencial de sistemas judiciais eficazes e de autoridades independentes na promoção de um ambiente justo e competitivo. O relatório inclui dados sobre os principais intervenientes no mercado único.

Também, e pela primeira vez, o Painel de Avaliação inclui uma panorâmica das competências dos mais altos tribunais administrativos e dos tribunais comuns dos Estados-Membros em processos relacionados com empresas.

Principais conclusões do Painel de Avaliação da Justiça na UE, de 2026:

Autoridades independentes responsáveis pelo mercado único: Pela primeira vez, o Painel de Avaliação fornece informações sobre o mandato dos organismos responsáveis pela revisão das decisões em matéria de contratos públicos. As conclusões são positivas, e mostram que, na maioria dos Estados-Membros, os membros e presidentes desses órgãos são nomeados por um mandato limitado e renovável. A edição de 2026 apresenta igualmente uma panorâmica atualizada da forma como as autoridades nacionais da concorrência são nomeadas e demitidas e mostra que o executivo desempenha um papel importante em quase todos os Estados-Membros.

Luta contra a corrupção: O Painel de Avaliação de 2026 introduz dados novos e atualizados sobre a luta contra a corrupção, como a duração dos processos judiciais em casos de suborno. Além disso, apresenta novos dados sobre o funcionamento dos registos nacionais de transparência, que ajudam a prevenir a corrupção, assegurando a transparência das atividades dos grupos de interesses. O Painel de Avaliação mostra que 16 Estados-Membros dispõem desse registo, que apresenta uma panorâmica do seu funcionamento e dos funcionários sujeitos a requisitos de transparência nas suas interações com representantes de grupos de interesses. Estes instrumentos são cruciais para a boa governação e a responsabilização.

Digitalização dos sistemas judiciais: A digitalização continua a progredir em toda a UE e todos os 27 Estados-Membros fornecem agora informações em linha sobre os seus sistemas judiciais, enquanto 23 Estados-Membros permitem o acesso em linha a processos civis, comerciais e administrativos. O painel de avaliação salienta igualmente os domínios em que é necessário mais trabalho, tendo apenas seis Estados-Membros regras processuais totalmente preparadas para o digital.

Eficiência e independência da justiça: O Painel de Avaliação mostra que os cidadãos de 17 Estados-Membros e as empresas de 18 Estados-Membros consideram que a independência judicial melhorou ou se manteve estável, em comparação com o ano passado. Muitos Estados-Membros continuaram a melhorar a eficiência dos seus sistemas judiciais, com base nas reformas introduzidas nos últimos anos para assegurar um acesso efetivo à justiça. À semelhança do ano passado, oito Estados-Membros registaram processos mais curtos em todas as categorias (processos civis, comerciais, administrativos e outros).

Acesso à justiça: A maioria dos Estados-Membros está a utilizar a tecnologia digital nos seus tribunais de primeira instância para facilitar o acesso das pessoas com deficiência à justiça. O acesso à justiça também pode ser melhorado através da participação de outras autoridades judiciárias. Tal pode aliviar o trabalho dos tribunais e contribuir para um sistema judicial mais eficiente. Tal é ilustrado no Painel de Avaliação de 2026, que apresenta, pela primeira vez, os diferentes tipos de autoridades envolvidas em processos de divórcio consensual. Todos os Estados-Membros dispõem agora de disposições específicas para tornar os processos judiciais mais adaptados às crianças e mais bem adaptados às suas necessidades.