Proteína monoclonal no sangue aumenta risco de cancro após 30 anos

Pessoas com proteína monoclonal no sangue correm o risco de vir a desenvolver cancro do sangue mesmo 30 anos depois de estar estabilizada. A conclusão é de um estudo de investigadores da Mayo Clinic, que aconselha medidas a tomar.

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Trabalhos de laboratório
Trabalhos de laboratório. Foto: DR

Pacientes com gamopatia monoclonal de significado indeterminado correm o risco de progredir para mieloma múltiplo ou cancro relacionado, mesmo depois de 30 anos de estabilidade, é o resultado de um estudo realizado por investigadores da Mayo Clinic e publicado, ontem, 17 de janeiro, na revista ‘New England Journal of Medicine’.

A gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI) é uma condição em que uma proteína anormal, conhecida como proteína monoclonal (M-proteina), é encontrada no sangue. Esta gamopatia monoclonal geralmente não causa problemas, mas pode desenvolver, ao longo do tempo, mieloma múltiplo, que é uma forma de cancro do sangue.

S.Vincent Rajkumar, hematologista da Mayo Clinic e autor principal do estudo, referiu: “A gamopatia monoclonal de significado indeterminado está presente em mais de 3% da população com idade igual ou superior a 50 anos”, e acrescentou: “Em alguns casos, as pessoas com gamopatia monoclonal de significado indeterminado desenvolvem mieloma múltiplo”.

No estudo, a equipa de investigadores descobriu que o risco geral de progressão para o mieloma ou para um transtorno relacionado é relativamente pequeno, um 1% ao ano; No entanto, o risco persiste indefinidamente.

Os investigadores também observaram que o risco das pessoas com GMSI virem a sofrer de mieloma ou cancro relacionado era relativamente pequeno, em comparação com outras causas gerais de morte.

No entanto, os investigadores recomendam que os pacientes que são medicamente seguidos devido a GMSI para verificação da evolução da mesma, também recebem todos os outros serviços preventivos de rotina adequados aos pacientes à medida que envelhecem.

O autor principal do estudo referiu: “Nós também descobrimos que os pacientes com gamopatia monoclonal de significado indeterminado tiveram uma sobrevivência mais curta do que pessoas sem esta condição”, o que, acrescentou: “Levanta a possibilidade de haver outros distúrbios associados à gamopatia monoclonal de significado indeterminado que ainda precisam ser mais estudados.”

Os investigadores estudaram 1.384 pacientes com dois tipos principais de GMSI: A gamopatia monoclonal IgM de significado indeterminado e a gamopatia monoclonal não-IgM de significado indeterminado e os fatores de risco associados que o profissional de saúde indica nos conselhos aos pacientes.

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