Smartphones prejudicam alguns adolescentes, mas não todos

Estudo indica que adolescentes de famílias de baixo rendimentos usam mais o Smartphone em online do que os de rendimentos mais elevados, e que os de baixo rendimento apresentam mais violência e dificuldade na escola.

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Smartphones prejudicam alguns adolescentes, mas não todos
Smartphones prejudicam alguns adolescentes, mas não todos. Foto: Rosa Pinto

Estudo publicado na revista Nature indica que os smartphones não apresentam de forma geral um perigo para todos os jovens. O estudo aborda como os adolescentes usam as ferramentas online para construir relacionamentos e organizar atividades na vida real. Mas também examina evidências de que os adolescentes vulneráveis ​​estão a enfrentar maiores efeitos negativos devido às ferramentas online.

A autora do estudo, Candice Odgers, da Universidade da California, indica que “o que se está agora a assistir pode ser o surgimento de um novo tipo de divisão digital, em que as diferenças nas experiências online estão ampliar os riscos entre os adolescentes já vulneráveis”

Nos últimos 10 anos, Candice Odgers tem vindo a analisar a saúde mental dos adolescentes e o uso que fazem de smartphones. Na investigação verificou que 85% dos jovens com 14 anos analisados possuíam um smartphone. Mas apesar do uso generalizado da tecnologia digital, não encontrou uma associação negativa entre o bem-estar mental e o uso “moderado” do equipamento.

Os impactos negativos da tecnologia aparecem quando os investigadores examinam em pormenor a situação familiar dos jovens, e verificaram que os adolescentes de famílias com rendimentos inferiores a 29 mil euros por ano passam mais três horas por dia com os equipamentos a ver online vídeos e televisão em comparação com os adolescentes de famílias com rendimentos anuais superiores a 82 mil euros.

O estudo indica que quando o tempo de visualização de conteúdos aumenta também se converte em mais problemas na vida real. Os resultados do estudo mostram que que adolescentes de famílias de baixo rendimento relataram mais lutas físicas, conflitos e dificuldades na escola.

“Nos últimos 25 anos, a desigualdade de rendimentos e o fosso de oportunidade entre crianças de famílias de baixo rendimento e as de mais autos rendimentos têm crescido. Elas têm cada vez menos acesso aos recursos e menores níveis de investimento”, pelo que no entender da investigadora “seria desastroso para muitas crianças ver essa deficiência replicada no mundo online“.

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