União Europeia quer as forças de Israel fora do Líbano e o Hezbollah fora do setor sul de Litani

União Europeia quer as forças de Israel fora do Líbano e o Hezbollah fora do setor sul de Litani
União Europeia quer as forças de Israel fora do Líbano e o Hezbollah fora do setor sul de Litani. Foto: © UE

A União Europeia (UE) através da Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, indicou que o acordo de cessar-fogo entre o Líbano e Israel, que teve a mediação dos EUA, é uma nova oportunidade para pôr fim ao conflito e alcançar paz e segurança duradouras.

Assim, Kaja Kallas afirmou que a “UE confia que Israel e o Líbano continuarão as negociações diretas num espírito construtivo”, e que devem ser rejeitadas “quaisquer condições adicionais impostas pelo Hezbollah.”

“Todas as ações militares devem cessar imediatamente”, referiu a Alta Representante da UE e acrescentou: “O Hezbollah deve retirar-se do setor sul de Litani”, mas “a UE também exige que Israel se retire do território libanês.”

No atual contexto “a UE continuará a apoiar o governo libanês e está pronta para apoiar a implementação de um acordo entre Israel e o Líbano”, declarou Kaja Kallas. Pois, “os povos do Líbano e de Israel têm o direito de viver em paz e segurança, nos seus lares, livres da ameaça de um novo conflito”.

Depois de Israel ter bombardeado várias localidades e a capital Beirute levando a uma vasta destruição e a muitos milhares de mortos e feridos, Kaja Kallas referiu que “o povo libanês está pagar o um preço humanitário e socioeconómico alto e inaceitável devido à escalada contínua e aos ataques aéreos.”

Com a atual ocupação de uma grande parte do sul do Líbano pelas forças israelitas a UE “apela ao respeito pela soberania e integridade territorial do Líbano por parte de Israel e ao desarmamento de grupos armados não estatais, incluindo o Hezbollah. Todos os intervenientes devem respeitar o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário. Os civis e as infraestruturas civis devem ser sempre protegidos”, afirmou a Alta Representante da UE.

Depois de ataques israelitas terem morto, no dia 4 de junho, mais um militar da UNIFIL, passando para sete o total de militares das forças de paz das Nações Unidas a serem mortos por ataque de Israel, Kaja Kallas referiu que “o assassinato de forças de paz é uma violação do direito internacional e deve ser punido com total responsabilização.”

“A permanência da ONU no Líbano, no contexto pós-UNIFIL, continua a ser essencial para garantir a implementação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou a Alta Representante da UE.