A União Europeia (UE) acompanha com extrema preocupação os desenvolvimentos no Irão e no Médio Oriente, refere em declaração Kaja Kallas, Alta-Representante da UE e Vice-Presidente da Comissão Europeia.
Na declaração, Kaja Kallas lembra que a UE aplicou amplas sanções ao Irão face ao que considera serem ações das autoridades iranianas contra os direitos humanos e supostas ameaças à região e à segurança europeia e internacional, devido aos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irão e apoio a grupos armados no Médio Oriente.
Alta-Representante indica que “a União Europeia tem instado consistentemente o Irão a encerrar o programa nuclear, a restringir o programa de mísseis balísticos, a se abster de atividades desestabilizadoras na região e na Europa e a cessar a terrível violência e repressão contra o próprio povo”.
Sem citar os EUA e Israel, Kaja Kallas faz um apela “à máxima contenção, à proteção dos civis e ao pleno respeito pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário. O Médio Oriente tem muito a perder com qualquer guerra prolongada”.
Ainda sem indicar qualquer cronologia sobre o início dos ataques, Kaja Kallas refere que “os ataques do Irão e a violação da soberania de diversos países da região são indesculpáveis. O Irão deve abster-se de ataques militares indiscriminados”, e acrescenta: “Expressamos nossa solidariedade aos parceiros da região que foram atacados ou afetados. Reiteramos nosso compromisso com a estabilidade regional e com a proteção da vida civil.”
A UE pretende contribuir para a desescalada, com Kaja Kallas a reafirmar “o firme compromisso da União Europeia e dos Estados-Membros com a salvaguarda da segurança e da estabilidade regionais”, através de “esforços diplomáticos para reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura que impeça o Irão de adquirir armas nucleares. A plena cooperação do Irão com a Agência Internacional de Energia Atômica, bem como o cumprimento das obrigações legais do Irão no âmbito do Tratado de Não Proliferação Nuclear e do Acordo de Salvaguardas Abrangentes, são cruciais, e a segurança nuclear é uma prioridade fundamental. A preservação da segurança marítima e o respeito à liberdade de navegação também são de suma importância.”
Kaja Kallas, também indica que “a UE e os seus Estados-Membros estão a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos da UE na região, incluindo a ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE, se necessário.”
A UE está fortemente dependente dos bens de energia do Médio Oriente o que leva Kaja kallas a referir que “os eventos que se desenrolam no Irão não devem levar a uma escalada que possa ameaçar o Médio Oriente, a Europa e outras regiões, com consequências imprevisíveis, inclusive na esfera económica. A interrupção de vias navegáveis críticas, como o Estreito de Ormuz, deve ser evitada.”














