Em 44 dias de guerra no Médio Oriente a União Europeia teve um aumento de custos na importação de combustível de 22 mil milhões de euros

Em 44 dias de guerra no Médio Oriente a União Europeia teve um aumento de custos na importação de combustível de 22 mil milhões de euros
Em 44 dias de guerra no Médio Oriente a União Europeia teve um aumento de custos na importação de combustível de 22 mil milhões de euros. Foto: ©UE

Há 44 dias que o Médio Oriente está novamente mergulhado na guerra, referiu a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e acrescentou: “E estas últimas seis semanas lembraram-nos que a paz não pode ser dada como garantida.”

Os EUA e o Irão acordaram um cessar-fogo e iniciar negociações para o fim do conflito com o Paquistão a mediar os encontros entre representantes dos dois países, no caso dos EUA liderados pelo Vice-presidente e do lado do Irão liderado pelo Presidente do Parlamento. No entanto as negociações ainda não chegaram a bom porto e encontram-se paradas.

A líder da UE referiu que “qualquer acordo terá de abordar as preocupações levantadas pelo programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão e as suas ações que obstruem a navegação pelo Estreito de Ormuz. O contínuo encerramento do Estreito de Ormuz é extremamente prejudicial e a restauração da liberdade de navegação é de importância primordial para nós.

Mas, Ursula von der Leyen diz também haver uma preocupação com os contínuos ataques de Israel ao Líbano que ameaçam “comprometer todo o processo” e acrescentou: “Estamos a mobilizar os stocks da ReliefEU para prestar ajuda imediata ao povo libanês, mas nenhuma ajuda, por maior que seja, pode substituir a segurança de uma paz permanente. Uma lição fundamental das últimas semanas é que a segurança é indivisível. Não se pode ter estabilidade no Médio Oriente ou no Golfo enquanto o Líbano estiver em chamas.

As perdas da União Europeia com a instabilidade no Médio Oriente são descritas pela Presidente da Comissão Europeia como de grande impacto, e afirmou: “Desde o início do conflito – há 44 dias –, a nossa fatura de importação de combustíveis fósseis aumentou mais de 22 mil milhões de euros.

Mas os prejuízos não irão cessar de imediato, pois “mesmo que as hostilidades cessem imediatamente, as interrupções no fornecimento de energia do Golfo persistirão durante algum tempo.