O hantavírus que veio relembrar a COVID-19

Hantavírus que veio relembrar a COVID-19
Hantavírus que veio relembrar a COVID-19

O hantavírus que surgiu num navio de cruzeiro com 147 pessoas a bordo de 23 países ao navegar pelo Atlântico Sul, já causou, até 20 de maio, três mortes e mais 11 pessoas infetadas com confirmação como relatou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os hantavírus são um grupo de vírus transmitidos principalmente por roedores que leva a síndrome pulmonar por hantavírus (SPH), uma doença respiratória grave. Na Europa e na Ásia, alguns hantavírus causam mais comumente a febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR), uma doença grave que afeta os rins.

A OMS e Centros de Controle e Prevenção de Doenças nos diversos países continuam a divulgar atualizações sobre casos confirmados ou suspeitos da estirpe Andes do hantavírus, que foi identificada no navio de cruzeiro.

Uma estirpe do vírus que os especialistas indicam não ser tão altamente transmissível como com outros vírus. Uma caraterística que levou a OMS e os CDC a considerarem baixo o risco de transmissão generalizada.

Os sintomas podem aparecer de uma a oito semanas após a exposição e podem incluir febre, dor de cabeça e dores musculares, bem como dor de estomago, náuseas ou vómitos. Os especialistas indicam que uma pessoa infetada com o vírus pode apresentar sintomas leves antes de desenvolver problemas respiratórios graves e insuficiência respiratória.

Para mitigar o risco de infeção, as pessoas podem e devem tomar medidas para minimizar a exposição a fezes ou urina de ratos, usar técnicas adequadas de higiene das mãos, como lavá-las com água e sabão ou usar álcool em gel, e procurar atendimento médico ao apresentarem sinais de doença.

Os mecanismos de transmissão da estirpe andina do hantavírus, que se espalha por contato próximo com indivíduos infetados, ainda não estão esclarecidos, pelo que as organizações de saúde frequentemente utilizam precauções contra gotículas, como o uso de máscaras e outras medidas, para reduzir a exposição a gotículas respiratórias expelidas pela tosse, espirro ou quando se fala.

Especialistas nos diversos centros hospitalares têm acompanhado os relatos de infeção por hantavírus e vêm preparando equipas de resposta a emergências para apoiar os esforços estaduais e globais para conter e prevenir a disseminação da doença. Isso inclui tomar medidas para proteger os profissionais de saúde da infeção e iniciar a triagem de pacientes que apresentem sintomas respiratórios súbitos.

Como divulgou a Johns Hopkins Medicine, EUA, a unidade já publicou informações atualizadas sobre o hantavírus, e a OMS e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças criaram guias para explicar o hantavírus e estão a compartilhar atualizações de informação sobre o vírus.