Politécnico da Guarda recebe acreditação para novo doutoramento em “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira”

Politécnico da Guarda recebe acreditação para novo doutoramento em “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira”
Politécnico da Guarda recebe acreditação para novo doutoramento em “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira”. Foto: Rosa Pinto

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG), através de um consórcio que inclui a Universidade Pública de Navarra, a Universidade de Saragoça, a Universidade de Lleida e a Universidade de La Rioja, vai ter mais um doutoramento, neste caso em “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira”.

O doutoramento, que o Instituto Politécnico da Guarda já recebeu a acreditação pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), tem a coordenação científica da Universidade Pública de Navarra.

Trata-se de um doutoramento interdisciplinar, internacional e transversal à instituição, desenvolvido no contexto da participação do IPG na Aliança Europeia UNITA”, afirmou Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda, na cerimónia de comemoração do “Dia do IPG 2026” e do 46º aniversário da instituição.

Mas, para Joaquim Brigas, “é também um reconhecimento do trabalho científico desenvolvido pelos nossos investigadores na unidade de investigação TECHN&ART, nas áreas do património, das tecnologias aplicadas e da inovação cultural”.

O doutoramento em “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira” é o terceiro acreditado ao IPG pela A3ES, em poucos meses. O primeiro ciclo de estudos superiores que confere o grau de doutor em “Ciências Biomédicas e Biotecnológicas”, foi em dezembro de 2025, e o segundo doutoramento em “Ciências do Desporto”, foi em fevereiro, acreditado ao consórcio de seis politécnicos de que o IPG faz parte.

No entender de Joaquim Brigas “outros doutoramentos se seguirão”, pois para isso “o Politécnico da Guarda tem vindo a qualificar continuamente o seu corpo docente, a integrar investigadores altamente especializados e a reforçar a participação – muitas vezes na liderança – em projetos nacionais e internacionais de investigação aplicada e de transferência de conhecimento para a sociedade e para o tecido económico”.

No “Dia do IPG 2026” o presidente do IPG recordou que a instituição é já uma universidade politécnica para os seus parceiros europeus, e que o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) aprovado pelo Governo transforma o IPG na Universidade Politécnica da Guarda.

Joaquim Brigas concluiu afirmando: “Mais do que isso, o novo RJIES estabelece requisitos para a ascensão ao estatuto de universidade que o Politécnico da Guarda já cumpre plenamente”.

Sobre a política inerente ao ensino superior, o presidente do Conselho Geral do Politécnico da Guarda, Carlos Martins, referiu: “Esta política agrava desequilíbrios territoriais e penaliza o Interior”, alertando para “os riscos do aumento indiferenciado de vagas e para os efeitos da reformulação do modelo de bolsas de ação social”, pois, quando o número de vagas supera há vários anos a procura efetiva, aumentar transversalmente a oferta reforça inevitavelmente a concentração nas áreas metropolitanas.

Hoje existe uma oferta formativa mais diversificada, mais oportunidades e mais caminhos para os estudantes construírem o seu futuro”, referiu Diogo Fernandes, representante da Associação Académica da Guarda, no “Dia do IPG. No entanto, Diogo Fernandes chamou a atenção que “são necessárias mais camas, mais residências e mais respostas para os estudantes”; e “as instalações da Associação Académica da Guarda (AAG) precisam de requalificação” para terem “melhores condições para servir os estudantes e para que a AAG possa desenvolver plenamente a sua missão académica, cultural e social!

Os estudantes da Guarda e de Seia não podem continuar a receber apoios inferiores aos atribuídos aos estudantes das grandes áreas metropolitanas”, afirmou Diogo Fernandes, e para essa defesa “contamos com o presidente do IPG para continuar esta batalha em defesa dos estudantes e da coesão territorial”.