A Organização Mundial da Saúde (OMS) dá conta que a situação de saúde no Líbano é preocupante devido às atividades militares de Israel que continuam a expandir-se e que levou a que desde 16 de abril de 2026 já tenham provocado pelo menos 606 mortos e 1.774 feridos, entre a população.
Mesmo depois da entrada em vigor do anunciado cessar-fogo já foram reportados 27 ataques a serviços de saúde, tendo causando 25 mortos e 42 feridos.
Com os ataques de Israel, 16 hospitais e 13 centros de cuidados de saúde primários foram danificados, e três destes hospitais estão sem poderem funcionar. Na semana passada, a Assembleia Mundial da Saúde adotou uma decisão sobre a proteção da assistência médica no Líbano, e que pede um aumento do apoio internacional e da OMS para reforçar o acesso aos serviços de saúde em contextos de conflito.
Como refere a OMS o acesso a serviços de saúde materna e a cuidados médicos de urgência continua criticamente limitado ao sul do rio Litani, com os doentes a ter de esperar até dois dias para que os militares autorizem a deslocação procurarem cuidados médicos. Um aumento de riscos que está a levar a um aumento da morbilidade e mortalidade materna e neonatal.
Durante o mês de maio de 2026, nos 15 distritos afetados, o acesso à assistência médica continua severamente limitado, com 60 a 80% das famílias sem condições aceder a serviços de saúde, principalmente medicamentos e hospitalização.















