Noite da Literatura Europeia 2026 oferece em Lisboa percurso pela Literatura contemporânea de 14 países

Noite da Literatura Europeia 2026 oferece em Lisboa percurso pela Literatura contemporânea de 14 países
Noite da Literatura Europeia 2026 oferece em Lisboa percurso pela Literatura contemporânea de 14 países

Na noite de 6 de junho de 2026, das 19h00 às 23h30, há em Lisboa um novo percurso para a Literatura Europeia contemporânea. A Noite da Literatura Europeia irá ocorrer em vários espaços da zona da Avenida da Liberdade e do Marquês de Pombal.

Um percurso que irá atravessar pela literatura europeia contemporânea géneros, geografias e memórias de autores de 14 países, nomeadamente Áustria, Bélgica, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Polónia, Portugal, Reino Unido e Roménia. Leituras encenadas por atores e criadores nacionais darão voz e vida à viagem literária.

Mas, na Noite da Literatura Europeia em Lisboa, também há encontro com alguns dos escritores, entre os quais: Layla Martínez, de Espanha; Maria Grazia Calandrone, de Itália; Ian de Toffoli do Luxemburgo, Adam Fyda, da Polónia; João Luís Barreto Guimarães, de Portugal; Kerry Barrett, do Reino Unido e Radu Vancu da Roménia.

De entre as obras literárias encontramos:

Da Áustria vem “A Capital”, de Robert Menasse, Prémio do Livro Alemão, onde a Europa se revela nos bastidores de Bruxelas, entre ironia política e destinos cruzados, numa leitura de Maria Ana Filipe apresentada no espaço atmosfera m.

Da Bélgica chega “Eu Que Não Conheci os Homens”, de Jacqueline Harpman. Obra distinguida com o Prémio Orlanda, uma parábola sobre a humanidade depois do desaparecimento do mundo que a sustentava, com leitura de Maria d’Oliveira, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna.

Da Espanha o “Caruncho”, de Layla Martínez. Um retrato sombrio da memória familiar e da violência histórica inscrita no espaço rural espanhol, com leitura de Catarina Marques Lima, no Instituto Cervantes – Sala de Exposições.

Da Estónia chega “Não espere nada”, de Indrek Koff. Um autor premiado com o Prémio J. H. Erkko, numa reflexão íntima sobre infância, memória e apagamento histórico, com leitura de Jorge Mourato, na Sociedade Nacional de Belas Artes – Galeria de Arte Moderna.

Da Finlândia chega “A Existência da Vida”, de Iida Turpeinen. Autora, também distinguida com o Prémio J. H. Erkko, onde ciência e narrativa se entrelaçam na descoberta e na perda do mundo natural, com leitura de Amélia Caldas, também na Sociedade Nacional de Belas Artes, agora na Galeria Pintor Fernando de Azevedo.

Da França a “A tua promessa”, de Camille Laurens, vencedora do Prémio Femina, um romance onde o amor se revela território de sedução, poder e ilusão, com leitura de Emmanuelle Jonvel, na Sala Rank do Cinema São Jorge.

Da Grécia viajou “O Gene da Dúvida”, de Nikos Panayotopoulos, autor premiado em Salónica pelo seu trabalho no cinema, num texto onde a criação artística é posta em crise pela ciência e pela suspeita, com leitura de Henrique Gomes, no Foyer do Cinema São Jorge.

Da Hungria chega “O Tango de Satanás”, de László Krasznahorkai, Prémio Nobel da Literatura 2025 e Prémio Man Booker Internacional. Uma obra visionária sobre o colapso e a desagregação de uma comunidade rural, com leitura de Virág Dér-Boldog, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala dos Embaixadores.

Da Itália chega a obra “Escrito com sangue na água”, de Maria Grazia Calandrone, finalista do Prémio Strega, onde uma história biográfica de amor e tragédia se transforma em literatura de memória e identidade, com leitura de Rita Brütt, na Eleventy Milano, Lisboa.

Do Luxemburgo vem a proposta “Léa ou a teoria dos sistemas complexos, do dramaturgo e académico” De Toffoli, num cruzamento entre ativismo climático e estruturas económicas contemporâneas, com leitura de Carolina David, no pátio da Universidade Autónoma de Lisboa.

Da Polónia vem a obra “Lunáticos”, de Adam Fyda e Marek Ospalski, uma reinterpretação contemporânea da exploração lunar entre ficção científica e reflexão filosófica, com leitura de Cláudio Henriques, no Museu Medeiros e Almeida – Sala do Lago.

De Portugal o “Mediterrâneo”, de João Luís Barreto Guimarães, Prémio Pessoa 2022. Um livro de poesia onde viagem, cultura e memória se transformam em mapa interior, com leitura de Manuel Wiborg, na Sala de Exposições do Camões, I.P.

Do Reino Unido vem “A Livraria dos Segredos”, de Kerry Barrett, num romance que cruza espionagem e livros na Lisboa da Segunda Guerra Mundial, com leitura de Ulisses Ceia e Mariana Pinheiro, no Instituto da Vinha e do Vinho – Sala da Presidência.

Da Roménia é apresentada “Kaddish”, de Radu Vancu, poeta e ensaísta premiado internacionalmente, numa obra que convoca a poesia como forma de memória e resistência perante o horror histórico, com leitura de Nuno Pinheiro, no Instituto Cervantes —Biblioteca Gonzalo Torrente Ballester.

Da programação verifica-se haver uma forte ligação ao mercado editorial português, com várias obras já publicadas ou prestes a chegar às livrarias em Portugal:

  • Áustria, A Capital, de Robert Menasse, Ed. Dom Quixote, 2019;
  • Bélgica, Eu Que não Conheci os Homens, de Jacqueline Harpman – Ed. Livros do Brasil, 2025;
  • Espanha, Caruncho, de Layla Martínez, Ed. Antígona, 2024;
  • Finlândia, A Existência da vida, de Iida Turpeinen Ed. Livros do Brasil, 2025;
  • França, A tua promessa, de Camille Laurens, Ed. Particular – Grupo Infinito Particular, Fev. 2026;
  • Grécia, O Gene da Dúvida, de Nikos Panayotopoulos Ed. e-primatur, 2026;
  • Hungria, O Tango de Satanás, de László Krasznahorkai, Ed. Cavalo de Ferro / Penguin Random House, 2026;
  • Itália, Escrito com sangue na água, de Maria Grazia Calandrone, Ed. Alfaguara / Penguin Random House, Maio 2026;
  • Polónia, Lunáticos, de Adam Fyda (argumento e desenho) e Marek Ospalski (argumento), Ed. A Seita, Lançamento na Feira do Livro em junho de 2026
  • Reino Unido, A Livraria dos Segredos, de Kerry Barrett, Penguin Random House, 2026.

A Noite da Literatura Europeia 2026 é uma iniciativa da EUNIC Portugal, rede que reúne institutos culturais e embaixadas de países da União Europeia, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a EGEAC/Lisboa Cultura, a Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX), a Representação da Comissão Europeia em Portugal, a Europa Criativa, a Associação Avenida, a Junta de Freguesia de Santo António, o Plano Nacional de Leitura, a Majestil, o El Corte Inglés e a APPEL.